O homem que morreu neste sábado (20/6) enquanto esperava para ser atendido, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas, foi identificado como Vilmar Pereira da Silva, de 49 anos. A 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas) investiga as circunstâncias da morte.
Neste domingo (21/6), a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), em declaração nas redes sociais, exigiu que a Secretaria de Saúde e o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) investiguem rigorosamente as circunstâncias da morte. Celina também determinou que "responsabilizem aqueles que não deram o adequado atendimento“.
O caso
De acordo com relato de populares, o homem, que morreu por volta das 14h, queixava-se de mal-estar e aguardava desde às 10h por um médico. A situação gerou revolta entre aqueles que também esperavam na fila e reclamavam de lentidão na triagem. A confusão começou quando usuários da UPA perceberam que o paciente, que já estava desacordado, não apresentava sinais vitais. Eles próprios chamaram a equipe da UPA.
"Quando falou: está morto, todo mundo ficou agitado. Minha esposa, que é enfermeira e estava sentada, foi olhar o pulso dele e constatou que já não havia mais sinais de vida", detalha José Norberto Lima Júnior, 55 anos. Segundo Norberto, o corpo já estava gelado, em cima de uma cadeira de rodas. "O pessoal inteiro da UPA ficou assustado", conta o morador da Samambaia.
Durante o tumulto, os populares não deixaram que os funcionários levassem o corpo para dentro da unidade e optaram por esperar a chegada da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
Veja o momento em que os policiais militares trabalharam no isolamento do local:
Logo após, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) foi ao local para a retirada do corpo. De acordo com as testemunhas, nenhum familiar compareceu para realizar uma possível identificação.
O que diz o Iges
Em nota oficial emitida neste sábado (20/6), o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) afirmou que está apurando as circunstâncias do óbito. "A vítima, identificada como pessoa em situação de rua, não possuía ficha de atendimento aberta na unidade na data da ocorrência. Por volta das 14h30, a equipe assistencial foi acionada por pessoas que estavam no local para verificação do seu estado de saúde", diz o texto.
Ainda no comunicado, o Iges disse que os profissionais de saúde realizaram avaliação imediata e constataram a ausência de sinais vitais. Em seguida, foram acionadas a Polícia Militar e a Polícia Civil para os procedimentos legais. O Iges-DF também se colocou à disposição das autoridades para os esclarecimentos necessários.
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