Ciência

Capivaras do DF não transmitem febre maculosa, revela estudo

A iniciativa, que começou em 2025, é uma parceria do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) com a Universidade Católica de Brasília (UCB) e as secretarias de Meio Ambiente e de Saúde do DF

O relatório do Projeto Monitoramento e Manejo de Capivaras e Carrapatos no Distrito Federal foi publicado nesta sexta-feira (26/6) e revelou que as capivaras do DF não são transmissoras da febre maculosa — causada pela bactéria Rickettsia rickettsii. O estudo foi apresentado ao Ministério Público do Distrito Federal dos Territórios (MPDFT) e à população em geral.

A iniciativa é uma parceria do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) com a Universidade Católica de Brasília (UCB) e as secretarias de Meio Ambiente e de Saúde do DF. O objetivo do estudo é promover o equilíbrio entre a conservação da fauna local e a segurança da saúde pública às margens do Lago Paranoá e outras regiões do DF. Os estudos foram divididos em seis eixos para garantir maior cobertura.

O comportamento e o número da população de animais foram mapeados, identificando possíveis rotas e áreas de maior incidência para prevenir acidentes no trânsito. 

“Resultados preliminares descartaram a circulação da bactéria responsável pela transmissão da febre maculosa brasileira (FMB), a mesma causadora de diversos óbitos na região Sudeste ao longo dos anos. Estamos nos aprofundando na pesquisa, mas tudo indica que a presença de outras bactérias da mesma família, mas sem a patogenicidade da FMB nas populações de capivaras que circulam pelo DF, impede que a bactéria mais nociva se instale na região”, explicou a coordenadora da execução do projeto, bióloga e professora da Universidade Católica de Brasília (UCB), Morgana Bruno.

Os dados apurados indicam que a territorialidade das capivaras tem sido uma barreira, atuando como cordão sanitário natural para toda a população humana do Distrito Federal.

O estudo teve início em 2025 e se estende até 2027. Segundo a pesquisadora, a expectativa é de que ao final sejam elaborados protocolos de trabalho que deem subsídios para a adoção de políticas públicas que ensejem um convívio harmônico entre a população humana e esses animais.

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