Manuela Sá*
Com o início da fase de mata-mata da Copa do Mundo, as disputas nos pênaltis passam a ser uma possibilidade, gerando ansiedade em atletas e torcedores. Nesta segunda-feira (29/06), em entrevista ao CB.Poder — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — Larissa Maciel, professora da Universidade Católica de Brasília com graduação em psicologia e educação física, explicou que o essencial não é eliminar a ansiedade, mas sim identificar a medida certa para cada jogador na hora de bater o pênalti.
Aos jornalistas Mariana Niederauer e Ronayre Nunes, a especialista disse que o psicólogo da equipe, junto com os atletas, deve fazer um trabalho de psicoeducação. “Trata-se de mostrar como a ansiedade acontece, como ela surge e quais são os primeiros sintomas a aparecer”, detalhou.
No entanto, Larissa ressaltou que não se trata de remover a ansiedade, uma vez que é necessário o mínimo de adrenalina para que o jogador desempenhe bem. “Tentamos trabalhar com esse atleta para que ele entenda qual é o nível ótimo de ansiedade para ele. Mostrar que, mesmo ansioso, ele consegue ter os processos atencionais”, salientou a especialista.
Para ter controle, e alcançar o nível ideal de ansiedade, é preciso praticar. Da mesma forma que o técnico passa o treino físico e tático, o psicólogo deve passar o treino mental, feito por meio da visualização. “O atleta vai visualizar aquele momento várias vezes, imaginando sempre o acerto”, destacou Larissa.
Assista à íntegra do programa:
*Estagiária sob supervisão de Eduardo Pinho
Saiba Mais
-
Cidades DF Zely Ornellas de Souza, ex-primeira-dama do DF, morre aos 104 anos em Brasília
-
Cidades DF Nos acréscimos, Brasil carimba passaporte para as oitavas de final
-
Cidades DF CLDF vota orçamento e projetos pendentes nesta terça (30/6)
-
Cidades DF Agora a torcida é para o Brasil", diz embaixador do Japão após eliminação
-
Cidades DF Obituário: 26 funerais nesta segunda-feira (29/6); confira lista
