Reparação

UnB realiza ato público em memória do advogado Paulo de Tarso

Paulo de Tarso era estudante de direito da UnB e militante da Ação Libertadora Nacional (ALN) quando foi preso por agentes do Centro de Inteligência do Exército (CIE), em Petrópolis, no dia 12 de julho de 1971

Por Luiz Francisco*

A Universidade de Brasília (UnB), juntamente com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), organiza um ato público de pedido de desculpas à população brasileira em reconhecimento às violações de direitos humanos perpetradas contra o advogado Paulo de Tarso Celestino, perseguido pelo regime militar. A ação está agendada para esta quinta-feira (2/6), às 16h, no auditório Esperança Garcia da Faculdade de Direito (FD).

Paulo de Tarso era estudante de direito da UnB, militante da Ação Libertadora Nacional (ALN) e fez pós-graduação na Universidade de Sorbonne, na França. O advogado tinha 27 anos quando foi preso por agentes do Centro de Inteligência do Exército (CIE), em Petrópolis (RJ), no dia 12 de julho de 1971.

Quase 45 anos após o desaparecimento do advogado, Paulo de Tarso foi considerado morto pela Lei 9.140, de 1995, que reconhece a morte de pessoas detidas por agentes públicos durante a ditadura. O museu Memorial da Resistência traz declarações sobre torturas e execução do ex-aluno.

O Ministério dos Direitos Humanos afirma que o ato visa à reparação de Paulo de Tarso Celestino e da família lesada pela repressão. "A ação poderá ter acesso à história vivida pelo advogado e outras vítimas da ditadura militar", afirma a pasta, em nota.

Segundo a instituição, a escolha da UnB para a realização do ato valoriza a trajetória acadêmica e política do advogado e ressalta a relevância do debate público sobre memória e verdade no Brasil.

*Estagiário sob a supervisão de Tharsila Prates

 

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