
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, na manhã desta terça-feira (30/6), o Projeto de Lei nº 2.378/2026, que prevê a criação da Região Administrativa de Ponte Alta. Até então, a área era vinculada administrativamente à região do Gama. O texto foi aprovado por 19 votos favoráveis e uma abstenção do deputado Max Maciel (PSol).
Apesar de votar favoravelmente à criação da região administrativa, Chico Vigilante (PT) fez ressalvas durante a discussão do projeto e voltou a defender a eleição direta para administradores regionais no Distrito Federal. “Eu quero que a administração deixe de ser propriedade de grupos políticos. Não quero indicar administrador, quero que a população escolha, votando diretamente”, disse. Vigilante argumentou que a aprovação de novas regiões administrativas deveria vir acompanhada desse debate. “Se não, vamos continuar criando administrações onde deputados indicam administradores e cargos comissionados. Se o governo é eleito democraticamente, os administradores também podem ser”, ressaltou.
Eduardo Pedrosa (União) ressaltou que a criação da região administrativa representa o resultado do esforço coletivo de moradores e lideranças locais. “A região administrativa de Ponte Alta é fruto do empenho de muitas pessoas. É uma conquista importante, que dá identidade e abre novas possibilidades para a comunidade”, disse. O parlamentar defendeu a continuidade das ações e a execução de obras estruturais. “Agora é fundamental avançar com obras como drenagem e infraestrutura em áreas críticas. Vamos continuar cobrando para que esses investimentos aconteçam e garantam mais qualidade de vida para a população”, destacou.
De acordo com o texto aprovado, será feita a transferência de parte do acervo patrimonial da Administração Regional do Gama, considerada necessária para a implantação e o funcionamento da nova estrutura administrativa. Durante o período de transição, todo o apoio operacional à nova região ficará sob responsabilidade da administração do Gama.
Além disso, o projeto estabelece que os cargos em comissão necessários para a estrutura da nova região administrativa serão providos por meio do Banco de Cargos da Secretaria de Economia. A medida não deverá gerar aumento de despesas, sendo os cargos destinados exclusivamente a funções de chefia, direção e assessoramento.

Cidades DF
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