SAÚDE PÚBLICA

"Não vamos tolerar falta de atendimento", diz Celina após mortes de gestantes

Governadora afirma que casos serão rigorosamente apurados, anuncia reforço na fiscalização da rede pública de saúde

Celina afirmou que todas as imagens do sistema de monitoramento da rede pública estão sendo disponibilizadas às famílias e às autoridades responsáveis pelas investigações -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Celina afirmou que todas as imagens do sistema de monitoramento da rede pública estão sendo disponibilizadas às famílias e às autoridades responsáveis pelas investigações - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

A governadora Celina Leão (PP) comentou as mortes de duas gestantes atendidas no Hospital Regional de Samambaia (HRSam), nos últimos quatro dias. Após visitas técnicas a obras no Itapoã, nesta quarta-feira (15/7), ela afirmou que os casos estão sendo tratados como prioridade, prestou solidariedade às famílias e garantiu rigor nas investigações.

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"Chamamos várias reuniões. O secretário, inclusive ontem, chamou toda a equipe, porque a gente não vai tolerar esse tipo de atendimento nos nossos hospitais. Estamos reforçando as nossas diretorias, as nossas chefias, trabalhando muito na humanização. Há também uma previsão de mudar o protocolo do atendimento do pré-natal. Isso também está sendo feito pelas equipes e eu tenho certeza de que a gente precisa realmente melhorar", afirmou Celina.

Sobre a apuração dos casos, Celina afirmou que todas as imagens do sistema de monitoramento da rede pública estão sendo disponibilizadas às famílias e às autoridades responsáveis pelas investigações. "Nós temos 100% da nossa saúde monitorada. Não tem como falar o que não aconteceu. Está lá nas câmeras, e a gente está abrindo essas câmeras para todos os familiares, para a polícia também, e apurando. Não vamos passar a mão na cabeça de ninguém”, afirmou.

A chefe do Executivo local ainda reforçou que o governo não aceitará condutas que desrespeitem os pacientes. "Não vamos tolerar nenhum tipo de falta de atendimento, de falta de humanidade, de naturalizar o sofrimento das pessoas”, enfatizou.

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A governadora manifestou solidariedade às famílias das vítimas e disse que o governo irá enfrentar os problemas da rede pública de saúde. "Sou uma governadora que enfrenta as dificuldades. Saúde sempre foi algo com muita dificuldade, mas a única diferença que eu acho que a gente tem na nossa gestão é de não esconder o problema, de partir para cima, de chamar as equipes, realmente de tomar providência”, disse.

Mortes

O primeiro caso, que ocorreu na última sexta (10/7), é o da gestante Maria Graciana Andrade Alves, de 36 anos. Ela deu entrada no Hospital Regional de Samambaia com 41 semanas de gestação para dar à luz. Segundo a família, a paciente relatou que não tinha condições de passar por um parto normal, mas o procedimento teria sido mantido por várias horas.

O quadro evoluiu para uma hemorragia grave, retirada do útero e paradas cardiorrespiratórias. Maria Graciana morreu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A filha sobreviveu e permanecia internada, até o fechamento desta matéria. A Polícia Civil investiga o caso, e a Secretaria de Saúde instaurou apuração interna para verificar se houve falhas na assistência.

O segundo caso, que ocorreu nessa segunda (13/7), envolve Maria Aparecida Caldino dos Santos, 25. A família também denuncia supostas falhas no atendimento prestado durante o parto no HRSAM. A morte da jovem ampliou a repercussão sobre o atendimento obstétrico da unidade e motivou novos pedidos de investigação e esclarecimentos por parte dos familiares.

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DC
postado em 15/07/2026 13:02 / atualizado em 15/07/2026 15:24
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