
A morte de Maria Graciane Andrade Alves, de 36 anos, durante o trabalho de parto no Hospital Regional de Samambaia (Hrsam), na última sexta-feira (10/7), está sendo investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A família acusa o hospital de negligência.
A mulher deu entrada no hospital no dia anterior para realizar o parto após 41 semanas de gestação. O quadro da paciente evoluiu para óbito após complicações durante o procedimento. Maria Graciane teve hemorragia grave, o útero foi retirado e ela sofreu paradas cardiorrespiratórias, morrendo horas depois, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. A filha de Maria sobreviveu e está internada, em estado grave, na UTI.
À polícia, a família relatou que Maria Graciane afirmou que não teria condições de passar pelo parto normal, informação que foi ignorada pela equipe médica, que manteve o procedimento durante horas. Segundo a polícia, familiares suspeitam que a morte ocorreu devido a falha no atendimento e negligência do hospital. “O corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) para realização de exame pericial, que deverá esclarecer as circunstâncias do óbito”, informou a PCDF.
O caso foi registrado na 26ª DP (Samambaia) e será encaminhado à Delegacia Especializada competente para os desdobramentos investigativos. Até o momento, não há conclusão sobre a causa da morte. As investigações continuam.
Em nota, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) afirmou que o caso segue em apuração. “Caso sejam constatadas falhas na assistência ou qualquer indício de negligência, todas as medidas administrativas e disciplinares cabíveis serão adotadas, com a devida responsabilização dos envolvidos.”
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