
Mesmo após um primeiro tempo equilibrado, a torcida argentina reunida no Caminito La Parrilla não se abala e mantém a confiança na seleção, que busca o tetracampeonato da Copa do Mundo.
O argentino Alejandro Givelli, de 63 anos, acompanha o jogo com os amigos brasilieros. Para ele, o futebol se conecta a questões históricas e identitárias. “Eu creio profundamente no coração do meu time”, afirmou. Mais do que o resultado em campo, ele destaca gestos da equipe como motivo de orgulho. “A Argentina já ganhou quando mostrou a bandeira das Malvinas, que são argentinas. Isso é uma representação para toda a comunidade internacional contra o colonialismo”, declarou. Na avaliação do torcedor, o futebol vai além do esporte. “O futebol e a política estão intimamente entrelaçados”, ressaltou.
O amigo Moacir Oliveira Filho, de 73 anos, acompanha a final com o olhar experiente de quem já viveu momentos marcantes do futebol. Durante a partida, ele avaliou o desempenho das equipes e demonstrou confiança na reação argentina. “O primeiro tempo foi difícil, acho que a Espanha jogou melhor. Mas a Argentina é o time da virada, é o time que não se recusa a perder”, afirmou. Convicto, ele não hesita ao projetar o resultado. “A Argentina vai ganhar, estou certíssimo disso”, disse.
Em caso de título, Moacir prevê uma comemoração discreta, mas significativa. “Vou comemorar, claro. Eu torço para o Corinthians, mas gosto do bom futebol. Torço pela Argentina pela unidade dos povos da América Latina”, destacou.
Josemar Passos, de 35 anos, também avaliou o primeiro tempo como equilibrado e acredita em uma reação na etapa final. Para ele, a equipe cresce diante da adversidade. “O primeiro tempo foi muito acirrado, mas acredito que a Argentina precisa até tomar um gol para se despertar e buscar a virada, mostrando a garra do povo latino-americano”, afirmou. Confiante, ele mantém a expectativa de vitória: “A gente levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima. Vamos vencer hoje”, disse.
Em clima de celebração antecipada, Josemar já planeja como vai comemorar caso o título se confirme. “Vou comemorar com um bom samba brasileiro, porque só abro exceção para a Argentina no futebol. No resto, somos Brasil”, completou.

Cidades DF
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