
A vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia no DF, Fernanda Salles, explicou nesta quinta-feira (23/07), em entrevista ao CB.Saúde — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília —, os riscos de realizar soroterapia sem recomendação médica. Às jornalistas Carmen Souza e Paloma Oliveto, ela disse que a administração intravenosa de vitaminas, nutrientes, medicamentos e outras substâncias pode resultar em complicações como hipervitaminose, infecções e alergias.
Na semana passada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez um alerta sobre a falta de evidências científicas para comprovar benefícios da soroterapia, que se popularizou nas redes sociais. Algumas das vantagens prometidas são imunidade reforçada, mais energia e rejuvenescimento. Fernanda detalhou que o procedimento não deve ser feito por pessoas saudáveis, sem deficiência comprovada. “Dar vitaminas a mais pode acarretar hipervitaminose, intoxicação causada pelo excesso de vitaminas. O excesso também faz mal”, afirmou.
Outros riscos são aqueles relacionados ao procedimento. A endocrinologista alertou para a possibilidade de reações alérgicas e de infecções. Ela também falou sobre a importância de fazer a soroterapia em um ambiente propício. Segundo a especialista, é preciso ter cautela para encontrar centros de infusão aprovados pela Anvisa
"Mesmo uma pessoa com deficiência precisa seguir orientações de um profissional de saúde competente. O procedimento é indicado para casos específicos", enfatizou. Pacientes que fizeram cirurgias gástricas e intestinais, por exemplo, não absorvem bem as vitaminas por via oral. Nesses casos, é recomendada a via venosa. “É para indicações precisas, não para todo mundo”, destacou a endocrinologista.
Assista à íntegra do programa:
*Estagiária sob supervisão de Eduardo Pinho
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