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"Não abrimos mão do apoio a Celina", diz presidente do Republicanos-DF

Joaquim Mauro destacou uma aliança da direita para o Buriti e defende Gustavo Rocha como vice. "Não tenho medo de dizer que a gente vai fazer três deputados distritais, e vamos lutar para fazer dois federais", disse ele

 29/07/2026 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF -  Joaquim Mauro, presidente do Republicanos/DF, é o entrevistado do CB.Poder -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
29/07/2026 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF - Joaquim Mauro, presidente do Republicanos/DF, é o entrevistado do CB.Poder - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O presidente do Republicanos-DF, Joaquim Mauro, reiterou, nessa quarta-feira (29/7), o apoio da legenda à reeleição da governadora Celina Leão (PP). Em entrevista ao CB.Poder — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — o dirigente disse que estão apostando na pré-candidatura de Gustavo Rocha (Republicanos) a vice na chapa de Celina. O programa faz parte da série Esquenta Eleições com presidentes de partidos do DF. Mauro também afirmou que a legenda não vai lançar nomes ao Senado. Para as eleições ao Palácio do Buriti, ele avaliou que só haverá segundo turno se José Roberto Arruda (PSD) concorrer. 

Como o senhor avalia o cenário das eleições no DF? 

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A expectativa, para o nosso caso, é a melhor possível. Estamos apostando em Celina Leão (PP) e Gustavo Rocha (como vice). Vamos para essa eleição com força total. Amanhã (hoje), teremos a nossa convenção. Esperamos fazer uma grande festa e declarar nosso apoio a Celina, Gustavo para vice e, para o Senado, a Bia Kicis (PL). Essa é a configuração para o Republicanos. 

O que esperar da nominata para federais e distritais?

Nossa nominata está muito forte. Não tenho medo de dizer que a gente vai fazer três deputados distritais e vamos lutar para fazer dois federais. Priorizamos trazer quadros qualificados e que representem bem os diversos segmentos da população do DF. Temos representantes dos bombeiros, das comunidades e de vários segmentos da Polícia Civil, por exemplo. Temos 10 candidatos com chances de serem eleitos. 

Caso Michelle Bolsonaro (PL) não seja candidata ao Senado Federal, o Republicanos pode ocupar uma vaga de candidatura ao Senado? 

Temos uma candidata escolhida, a Bia Kicis (PL). No caso da Michelle, estamos aguardando a decisão dela. Espero que ela seja candidata, porque, sem declarar que está fazendo campanha, ela está disparado na frente. A Michelle seria uma candidata que expressaria o que boa parte da população do DF pensa. Então, seria muito significativa e relevante sua participação nessas eleições. 

Michelle desistindo dessa candidatura ao Senado, o Republicanos lançaria um nome ou apoiaria alguém? Quem seria? 

Temos conversas em andamento, mas sempre caminharemos com a direita. Não existe possibilidade de caminhar com nenhum dos nomes da esquerda. Na direita, Rafael Prudente (MDB) será candidato ou não? Sebastião Coelho (Partido Novo) será candidato ou não? Sebastião, acho difícil apoiar, porque na nossa coligação não tem o Novo. Eles têm um pré-candidato ao GDF, Kiko Caputo. Então, não dá para a gente caminhar com o Novo. No entanto, estamos conversando, porque tudo pode acontecer. A gente não abre mão do apoio a Celina. Isso é claro. Não tem possibilidade de ter três senadores na coligação da Celina. Será Bia e Michele; Bia e Rafael ou Rafael e Michelle. 

O Republicanos não vai reivindicar uma vaga ao Senado?

Não teremos, nessa eleição, um candidato disputando o Senado pelo Republicanos.

O senhor considera que o caso Master e do Banco de Brasília (BRB) pode atrapalhar uma campanha ao Governo do Distrito Federal (GDF) ou de alguns distritais? 

Ainda está cedo para fazer uma avaliação sobre o tema, porque não temos uma conclusão. No entanto, tenho plena confiança de que Celina não tem envolvimento nenhum, nem com o Master nem com o BRB. Por esse motivo, decidimos apoiá-la ao GDF. Em relação a Ibaneis Rocha, sempre tivemos uma relação excelente com ele. Foi uma surpresa ele desistir da eleição para o Senado. Mas ele esclareceu que tomou essa decisão por motivos pessoais, porque está pensando em outras coisas para o futuro dele. Respeitamos a decisão, mas era algo que a gente contava como certo e que acabou interferindo na política do DF. Fechei o apoio para a Bia como o segundo voto do Republicanos antes de o Ibaneis sair. Então, dois ou três dias antes de Ibanies desistir, eu procurei a Bia, falei que ela tinha muito alinhamento com o Republicanos aqui do DF, que podíamos inaugurar uma parceria que seria uma referência para o Brasil: Republicanos e PL. 

O senhor poderia mencionar alguns dos nomes fortes do partido para as eleições 2026? 

Na chapa para federal, posso nominar os nove. Na chapa distrital, temos, até o momento, 23. Os nove federais são: Fred Linhares, Julio Cesar, Cristiane Britto, Gilvan Máximo, Ravan Leão, Matheus Milanez, Carol Furlan, Liza Lopes e Luís Eduardo. Para distrital, vou falar os dois que têm mandato e os outros três que já tiveram. São eles Martins Machado, Jane Klebia, Bispo Renato Andrade, Rodrigo Delmasso e Fernando Fernandes. Esses cinco, têm uma ligeira vantagem, porque ou tiveram mandato ou estão no mandato. Eles têm uma comprovação nas urnas. Além deles, temos outros candidatos muito fortes. 

Existe uma possibilidade de o PT e o PSB se unirem para o GDF. Isso ameaça Celina e a chance de levar o pleito para o segundo turno? 

A questão crucial na eleição para o GDF é a da participação ou não de (José Roberto) Arruda (PSD) no pleito. Se ele for candidato, a tendência é ter segundo turno. Se não, eu diria que a tendência é Celina ganhar no primeiro turno. Acho que a esquerda tem a força dela, mas não chega a levar a eleição para o segundo turno. 

Como o senhor avalia a campanha nacional aqui no DF? 

A questão no DF é um pouco mais simples, porque, no cenário nacional, temos uma situação complexa com a polarização entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O Republicanos tem uma posição clara: somos conservadores na essência. Temos um estatuto, um manifesto que caminha no sentido de defender os valores da família, uma economia mais liberal e menos intervenção do Estado. Trabalhamos nessa linha. O candidato que tem um alinhamento maior com as nossas pautas é Flávio Bolsonaro. 

É possível uma aliança com Flávio? 

Teremos nossa convenção nacional em 4 de agosto. Nessa convenção ficará determinado que candidato nós vamos apoiar. Certamente não tem como fazermos um alinhamento com a esquerda. Tem possibilidade de fazer um alinhamento com o candidato da direita. 

Se fosse Tarcísio de Freitas (governador de São Paulo) o pré-candidato à Presidência, estaria mais fácil ganhar as eleições? 

Acredito muito na competência e na qualificação de Tarcísio. Não tenho a menor dúvida de que ele era o candidato mais preparado para ser o presidente da República devido à sua qualificação e experiência. No cenário político, há fatores que estão acima daquilo que a gente acha que é o mundo ideal. Para mim, no mundo ideal, o Tarcísio deveria ser o candidato a presidente da República. Mas isso ficou no passado, porque não tem mais essa possibilidade. Vamos apoiar, naturalmente, o candidato da direita, e a tendência, hoje, se for para apoiar um e não ficar neutro, é apoiar Flávio. 

Silvio Costa Filho foi ministro de Portos e Aeroportos do governo Lula. Há um certo alinhamento do Republicanos com o presidente Lula? 

Na verdade, o que acontece? Nós, do Republicanos, nunca vamos nos furtar de ter uma responsabilidade ou de dar a nossa contribuição ao governo. O governo é de esquerda, mas por que nós não poderíamos colaborar com a gestão? Temos a nossa pauta, mas podemos dar, sim, a nossa contribuição, defendendo aquilo que a gente acredita. Silvio foi ministro, mas não quer dizer que politica e ideologicamente a gente vai caminhar com a esquerda.

Republicanos pode dar um vice a Flávio Bolsonaro? 

O tema deu uma esfriada. Acho que no Republicanos não dará vice, mas podem acontecer surpresas no meio do caminho. Preferiria aguardar a convenção nacional, que vai ser a posição não de uma pessoa, mas da maioria. 

Como o senhor enxerga o cenário nacionalmente?

São muitas indefinições. É um cenário em estado de suspense até hoje. Não é que a gente sabe das coisas e não quer falar aquilo que a gente sabe que vai acontecer. É porque são muitos fatores, muitas conversas de bastidores e muitas coisas inesperadas que estão acontecendo. Vamos pegar o exemplo do vídeo da Michelle, o primeiro e o segundo. A gente não esperava nem o primeiro nem o segundo. E tudo isso vai influenciando as decisões partidárias. Só que a decisão partidária tem que ser discutida, tem que ser conversada. A cada ação que acontece, tomamos uma decisão. A população, naturalmente, vai entender o que está acontecendo. Toda hora tem um fato novo. Então, eu não posso tomar uma decisão em cima de cada fato novo. Vamos aguardar para tomar a decisão no momento oportuno. 

*Estagiária sob a supervisão de José Carlos Vieira

 

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postado em 30/07/2026 05:00
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