
O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), pré-candidato à reeleição, acredita que o cenário político local está indefinido, mas demonstrou confiança na consolidação da candidatura de Ricardo Capelli (PSB) ao Palácio do Buriti. No Podcast do Correio, ontem, às jornalistas Ana Maria Campos e Denise Rothenburg, o ex-governador defendeu uma aliança entre PSB, PT e PDT.
"O quadro para o governo está completamente aberto, e ninguém sabe o que vai acontecer. A candidatura com maior capacidade de atrair os votos que, hoje, iriam para Arruda é a de Capelli. Esse eleitor, historicamente, não vota no PT, e quem atua fortemente para barrar a candidatura de Arruda no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF) é Celina Leão. Portanto, o herdeiro natural dos votos de Arruda, caso ele não seja candidato, seria Ricardo Capelli", afirmou.
Dobradinha nacional
Rollemberg também defendeu a repetição, no DF, da aliança formada nacionalmente entre PT e PSB, que reúne o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Para ele, a composição ideal para disputar o GDF seria liderada por Ricardo Capelli, com as senadoras Erika Kokay (PT) e Leila do Vôlei (PDT) concorrendo ao Senado. "Os principais partidos do campo progressista estariam representados nessa chapa. Tenho certeza absoluta que essa chapa venceria as eleições por ser a com maior capacidade de ampliação", analisou.
Em relação à vaga de vice-governador, o deputado afirmou que o nome poderá surgir da federação formada por PT, PV e PCdoB, chegando a citar o também candidato ao GDF Leandro Grass como uma possibilidade.
Segundo Rollemberg, a atuação de Capelli como interventor federal na Segurança Pública do DF após a tentativa de golpe em janeiro de 2023 e sua atuação na denúncia das investigações envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master reforçam sua credibilidade. "O momento exige um candidato com uma pegada mais forte, como Capelli. Além disso, decidiu morar na região, conhecer a realidade das cidades, visitar unidades de saúde, conversar com professores e usar o transporte coletivo. A pessoa mais preparada para governar o DF é Capelli", sublinha.
O parlamentar acredita que ainda há espaço para um entendimento com o PT antes do prazo final das convenções eleitorais e que o presidente Lula poderá atuar como articulador da composição: "Tenho muita esperança e uma certa intuição de que, até o prazo final, o presidente Lula vai chamar as forças políticas do DF e dizer que a candidatura que tem mais chances de eleição e que vai contribuir para as duas senadoras serem eleitas, Leila Barros (PDT) e Erika Kokay (PT), é a do Ricardo Capelli".
Sobre o cenário nacional, ele avaliou que as recentes manifestações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, envolvendo o Brasil podem produzir efeito contrário ao esperado e fortalecer politicamente a campanha de Lula. "Acho que quanto mais o presidente Trump se meter na política ou na eleição no Brasil, mais forte chegará o Lula na eleição. Se o Trump continuar com as ações de retaliação ao Brasil, aumentam muito as chances de o presidente Lula vencer a eleição em primeiro turno", ponderou.
Aprender com erros
Em relação à disputa pela reeleição, Rollemberg afirmou que pretende dar continuidade ao trabalho iniciado após assumir o mandato em 2025. "Faz um ano que eu assumi o mandato. Perdi dois anos e meio. Eu disse que teria que fazer quatro anos em um. Já apresentei 23 projetos, hoje presido a Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, fui o primeiro parlamentar a apresentar o pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master e tenho percorrido o DF para me reconectar com a população e instituições", enumerou.
Ressaltando que o importante é aprender com os erros, Rollemberg comentou sobre as falhas que se arrepende de ter cometido em sua gestão como governador. "Acho que fui muito rigoroso na questão da ocupação de áreas no DF. Tenho muito orgulho de ter colocado para o usufruto de toda a população um espaço que é público e nobre, a orla do Lago Paranoá. Porém, o erro foi o rigor com algumas ocupações. O Estado não tem capacidade e agilidade para oferecer habitação de qualidade que a população precisa e merece. Muitas vezes, a população acaba buscando outras alternativas", concluiu.

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