
Além de oficializar a candidatura de Kiko Caputo ao GDF, a convenção do Novo, nesta sexta-feira (31/07), confirmou o desembargador aposentado Sebastião Coelho como candidato do partido ao Senado Federal. Conhecido por sua atuação no Judiciário e por posições críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), Coelho será um dos principais nomes da legenda na disputa por uma das duas vagas ao Senado nas eleições de 2026. A chapa aposta em um discurso centrado na ética, na redução do tamanho do Estado e na defesa de mudanças na gestão pública para ampliar o espaço do partido no cenário político do Distrito Federal.
Coelho afirmou que, se eleito, destinará integralmente as emendas parlamentares ao Distrito Federal. Segundo ele, os recursos devem ser aplicados exclusivamente em obras, serviços e entidades da capital do país. "Da minha parte, se eleito, 100% da emenda parlamentar será destinada ao Distrito Federal. Não vai um centavo para outro estado, porque aqui é a unidade da Federação que eu vou representar", declarou.
O candidato defendeu mudanças na forma como as emendas parlamentares são executadas e fiscalizadas. Para ele, a destinação dos recursos precisa ser mais transparente e acompanhada pelos órgãos de controle desde o início da execução.
"A emenda deve ser enviada de forma transparente. Na hora em que for empenhada e destinada, isso deveria ser comunicado ao Ministério Público para acompanhar a chegada e a execução daquele recurso", afirmou. O candidato acrescentou que concorda com a necessidade de ampliar a fiscalização sobre as emendas. "O parlamentar não pode mandar uma emenda e o seu nome não aparecer. Isso tem que ser muito esclarecido para a população", disse.
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Na área econômica, Sebastião Coelho defendeu o fortalecimento da iniciativa privada e criticou políticas de assistência social que, segundo ele, desestimulam o trabalho. "Nós, no Partido Novo, somos pela iniciativa privada. O empresário precisa ter lucro e gerar oportunidade de emprego. Também sou radicalmente contra o assistencialismo", afirmou.
Ao comentar relações de trabalho, declarou ser contrário ao fim da escala 6x1. "A liberdade de trabalho tem que ser estabelecida entre o patrão e o empregado. Quanto mais a pessoa trabalhar, mais ela tem direito de colher os benefícios do seu trabalho para a sua família."
Alinhamento
O desembargador aposentado também reafirmou seu alinhamento político ao ex-presidente Jair Bolsonaro e disse que sua candidatura está inserida no campo da direita. "Ninguém tem dúvida de que eu sou bolsonarista, 100%. Alguns classificam até de extrema-direita e eu não recuso", comentou. Apesar disso, defendeu que haja mais de uma candidatura presidencial no mesmo campo político.
"O bolsonarismo tem que entender que, se não tivermos várias candidaturas a presidente, podemos entregar a eleição para a esquerda no primeiro turno. No segundo turno, todos estaremos juntos."
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Sebastião Coelho disse que sua principal bandeira no Senado será a reforma do Poder Judiciário. O ex-desembargador defendeu mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que pretende trabalhar pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes. "O meu compromisso, desde o primeiro dia, será trabalhar por uma reforma completa do Poder Judiciário, estabelecendo mandato para ministros do Supremo", declarou.
Ao justificar sua candidatura, Coelho criticou decisões do STF e alegou que deixou a magistratura por discordar da atuação da Corte. O candidato afirmou que considera haver um desequilíbrio entre os Poderes e classificou a atuação do Supremo como incompatível com a normalidade institucional. "Não estamos vivendo uma normalidade democrática. Estamos vivendo uma ditadura imposta pelo Supremo Tribunal Federal", declarou.

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