A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º/7), a operação Duas Rodas para desarticular uma organização criminosa especializada em furtos de motocicletas no DF. Investigadores cumprem 11 mandados judiciais, sendo sete de prisão e quatro de busca e apreensão, nas regiões de Samambaia e Ceilândia.
Segundo a investigação conduzida pela 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte), o grupo atuava de forma estruturada e mantinha ramificações na Bahia, para onde as motocicletas furtadas eram enviadas após terem os sinais identificadores adulterados.
As apurações, que reúnem mais de 15 ocorrências policiais, indicam que os criminosos dividiam funções. Enquanto parte da quadrilha fazia o apoio logístico em carros ou em outras motocicletas furtadas, os executores chegavam a estacionamentos públicos e levavam os veículos em menos de um minuto, utilizando chaves falsas para acionar a ignição.
Os furtos eram praticados, em sua maioria, durante o dia, entre 13h45 e 14h25, em estacionamentos de estabelecimentos comerciais de grande circulação, como farmácias e lojas do varejo.
Após o crime, as motocicletas eram escondidas em áreas de mata para evitar a localização imediata pelas forças de segurança. Em seguida, os veículos tinham os sinais identificadores adulterados e eram embarcados em caminhões de transporte com destino ao Nordeste.
Durante as investigações, policiais interceptaram um caminhão-baú carregado com motocicletas furtadas no dia anterior. Segundo o delegado à frente do caso, Marcos Miranda, o grupo conseguia furtar, adulterar e despachar os veículos para outro estado em menos de 24 horas, pagando cerca de R$ 500 pelo frete.
Na Bahia, um dos integrantes era responsável por receber e anunciar as motocicletas à venda em redes sociais.
Extorsão
A investigação também identificou um esquema de extorsão. Conforme a Polícia Civil, um dos investigados monitorava publicações de vítimas nas redes sociais e entrava em contato pelo WhatsApp para exigir R$ 3 mil em troca da localização das motocicletas furtadas.
Outro ponto destacado pelos investigadores é que um dos principais executores dos furtos cumpria pena em regime domiciliar e teria voltado a cometer crimes menos de 15 dias após deixar o sistema prisional.
Os investigados deverão responder por organização criminosa, furto qualificado, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e extorsão.
