Serviço

Estrutural recebe agendamentos para 1,8 mil castrações gratuitas

Tutores terão a oportunidade de castrar cães e gatos, com agendamento a partir da próxima segunda-feira. As vagas serão preenchidas por ordem de chegada. Especialistas comentam vantagens do procedimento

A partir da próxima segunda-feira (27/7), 1,8 mil vagas para a castração gratuita de cães e gatos estarão disponíveis para os tutores. As inscrições podem ser feitas de forma presencial e, a partir do dia 29 de julho, podem ser feitas também on-line. 

O agendamento presencial será realizado das 9h às 16h (até 31 de julho), ao lado da Administração Regional da Estrutural, onde serão disponibilizadas 600 vagas, sendo que 120 vagas estarão disponíveis por dia, por ordem de chegada. O tutor deve apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência no DF e cadastro na plataforma Cria. 

O agendamento on-line, para 1,2 mil vagas, será realizado no site Agenda DF, nos dias 29 e 30 de julho. No primeiro dia de cadastro digital, as vagas serão liberadas às 9h para gatos, e às 14h para gatas. No dia seguinte, tutores de cães poderão marcar o procedimento às 9h, e os de cadelas para as 14h. 

Qualidade de vida

O procedimento é simples, e a cirurgia representa um aumento na qualidade de vida dos pets. Gustavo Herrera, professor de medicina veterinária do Centro Universitário de Brasília (Ceub), pontua que o procedimento é essencial para o aumento da expectativa de vida dos bichinhos. "Os principais benefícios da castração estão associados ao controle populacional e à prevenção de doenças, incluindo as associadas ao sistema reprodutivo e as infecções uterinas nas fêmeas. 

O professor avalia, ainda, que a castração, sobretudo de forma gratuita, é essencial para garantir a saúde de pets e animais abandonados. "Quando olhamos para populações carentes e animais abandonados, essa necessidade se torna ainda mais urgente.

A castração gratuita recebe animais de todas as faixas etárias, entretanto, Herrera ressalta que a idade ideal para fazer o procedimento é no início da fase adulta do animal. "O período ideal de realizar o procedimento é após o primeiro período de cio da fêmea e após o início da puberdade dos machos, que geralmente acontece no primeiro ano de vida", explicou.  

Mitos

Muitos tutores ainda possuem ressalvas quanto à castração. Marco Aurélio da Silva Gomes, médico veterinário e fundador da Gerar Saúde Animal, ressalta que a falta de conscientização segue sendo o principal empecilho. "As pessoas precisam compreender a importância do procedimento tanto para o controle populacional quanto para a saúde dos animais não castrados", explicou. 

"É preciso esclarecer que a castração não é uma mutilação. O animal não deixará de ser um cão. O macho não deixará de ser macho. A cadela não "acabará" por ser castrada — já cheguei a ouvir esse tipo de expressão", acrescentou Gomes. 

Dificuldades

Apesar da iniciativa, alguns tutores afirmam que a distância e a concorrência para as vagas dificultam o acesso ao serviço. Esse é o caso de Joice Rodrigues, 22 anos, moradora do Sol Nascente. Ela comenta que tentou vagas em outras campanhas e nunca conseguiu. "Eu tinha uma outra cachorrinha que queria castrar. Tentei marcar o procedimento em umas duas campanhas e não consegui. É muito concorrido", comentou. 

Esperançosa para mais uma tentativa, a auxiliar administrativa vai tentar levar seu cachorro Bob para realizar a castração. "Como eu moro longe, vou tentar realizar o cadastro pelo site. Sei que vai ser difícil, mas a castração é uma coisa boa para os animais. Quero cuidar ainda melhor do meu Bob", disse.

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Cuidados no pré e pós-operatório

Pré:

» Procurar profissionais especializados que ofereçam um serviço de qualidade.

» Fazer avaliação clínica e exames laboratoriais prévios (necessários de acordo com a idade do animal).

» Fazer jejum de 8 a 12 horas de alimentos sólidos.

» Retirar a água de 2 a 6 horas antes do horário da cirurgia.

» Dar banho no cão ou gato um dia antes da cirurgia para que ele chegue limpo.

Pós: 

» O tutor deve se atentar aos sinais de alerta após a operação. Se o animal estiver apático, com aspecto de dor e recusa alimentar, ficar apenas deitado e com mucosas brancas ou muito pálidas, além de ruptura de ponto, sangramento no local da cirurgia e inchaço no local da cirurgia, é necessário procurar um especialista. 

» Após a cirurgia, o animal deve ficar restrito, com redução da atividade física, em ambiente limpo, realizando curativos conforme orientação veterinária e recebendo as medicações prescritas.

Fonte: Gustavo Herrera, professor de medicina veterinária do Centro Universitário de Brasília (Ceub), e Marco Aurélio da Silva Gomes, médico veterinário e fundador da Gerar Saúde Animal