REPRESENTATIVIDADE

Brasilienses celebram diversidade e defendem direitos na Parada do Orgulho

Participantes destacam que ato representa um espaço de acolhimento, resistência e defesa dos direitos da comunidade LGBTQIA+

Muito além dos trios elétricos, das bandeiras coloridas e das músicas, a 27ª Parada do Orgulho de Brasília foi marcada por histórias de pessoas que se sentiram acolhidas pelo movimento. Para quem participou da manifestação, realizada neste domingo (26/7), na Esplanada dos Ministérios, sentiu o conforto de estar em um espaço entre aqueles que compartilham a mesma luta.

Uma exemplo é a estudante Ingrid Marques, 21 anos, moradora de Samambaia e bissexual, que definiu a Parada como um momento de conexão com quem compartilha experiências semelhantes.

“O dia de hoje é sobre poder ser quem você é, ser feliz, encontrar gente feliz, animada, festejando sobre quem é. É sobre estarmos todos sendo quem realmente somos, conhecendo uns aos outros na nossa verdadeira essência. É sobre levar a nossa história em conjunto, nos conectar e seguir sempre nessa união, que é o que mais importa”, afirmou.

Vestida inteiramente de roxo, dos cabelos aos pés, a drag queen Poltergeist, 23, moradora do Riacho Fundo II, usou a arte como forma de expressão e resistência. “Estou aqui para celebrar o orgulho de ser, defender políticas públicas para a nossa comunidade, expressar a minha arte e celebrar a pessoa criativa que sou. Estamos festejando, mas também protestando pelo direito de existir. Não estamos aqui só para curtir, mas para dizer que não vamos embora”, declarou.

Isac Mascarenhas CB/DA Press -

O designer gráfico Lucas Nunes, 28, também morador de Samambaia, que é gay, destacou o caráter político da manifestação. Para ele, a Parada reafirma a importância da defesa dos direitos da população.

“Representa a afirmação da busca pelos nossos direitos em Brasília e em todo o país. Neste momento em que vivemos um contexto de muitos retrocessos, principalmente nas políticas públicas, estar aqui é mostrar que existem pessoas que precisam dessas garantias e que também merecem celebrar a própria vida. A Parada representa aceitação e um abraço para toda essa comunidade”, disse.

Minervino Júnior/CB -
Minervino Júnior/CB/D.A.Press -
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Minervino Júnior/CB/D.A.Press -
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Participando da Parada pela primeira vez, o fotógrafo Carlos de Paula, 28, descreveu a experiência como um reencontro consigo mesmo. “Acho que é um grande reencontro com a gente, com a nossa cultura, com a nossa energia e com a manifestação das coisas que são importantes para nós. Para mim, é um grande reencontro comigo, com uma parte de mim”.

 

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