PODCAST DO CORREIO

Produtores do DF terão R$ 50 milhões do Plano Safra via Sicredi

Gerente de Desenvolvimento de Negócios do Sicredi Planalto Central, Rafael Andrade destaca a destinação de recursos do Plano Safra para a agricultura da capital federal. Ele adianta que a meta é fazer com que o montante chegue ao destino

Rafael Andrade:
Rafael Andrade: "Nós temos a missão de não devolver recursos para o governo" - (crédito: Davi Pereira/CB/D.A Press)

Do pequeno empreendedor que busca capital de giro ao grande empresário que pretende ampliar uma indústria, o Sicredi quer ampliar o acesso às principais linhas de financiamento voltadas ao desenvolvimento do Centro-Oeste. Em entrevista ao Podcast do Correio, o gerente de desenvolvimento de negócios do Sicredi Planalto Central, Rafael Andrade, detalhou aos jornalistas Carlos Alexandre de Souza e Raphael Pati como a cooperativa tem atuado com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO), além de destacar as oportunidades abertas pelo novo Plano Safra e a expansão do cooperativismo no DF.

O acesso ao crédito com juros mais baixos ainda é desconhecido por boa parte dos empresários, de acordo com Andrade. Ele explicou que qualquer empresário associado à cooperativa pode solicitar o financiamento, que oferece condições mais vantajosas do que as linhas tradicionais disponíveis no mercado. "O que a gente ainda encontra é a falta de conhecimento dos empresários sobre esse produto. O FCO é um recurso importante para quem precisa equilibrar o fluxo de caixa ou investir a longo prazo, com taxas de juros muito mais compatíveis", afirmou.

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O gerente destacou que, em 2025, a cooperativa liberou R$ 50 milhões em operações do FCO no DF e conseguiu utilizar integralmente o valor disponível. Para o novo Plano Safra, outros R$ 50 milhões estão reservados para financiamentos na capital. A meta, segundo ele, é aplicar todos o montante novamente. "Nós temos a missão de não devolver recursos para o governo. Queremos chegar ao final do Plano Safra com todo esse recurso entregue. Quanto mais recursos forem utilizados, maior será o volume destinado ao DF nos próximos anos", adiantou.

Andrade ressaltou que a estratégia do Sicredi é distribuir os financiamentos entre um maior número de empresas, priorizando pequenos e médios empreendedores em fase de expansão. "É muito melhor fazer 50 ou 100 operações e atender muito mais empresários do que concentrar grandes valores em poucas empresas. O pequeno e o médio empresário precisam de uma taxa mais justa e são eles que ajudam a desenvolver a economia local", disse.

Além do FCO, o Sicredi passou a operar recentemente com recursos do FDCO, voltado para grandes projetos de investimento. A instituição assinou uma parceria com a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e passou a integrar o grupo de agentes financeiros habilitados para oferecer essa modalidade de crédito.

Conforme Andrade, atualmente, apenas o Banco do Brasil e o Sicredi operam o fundo. "Esse foi mais um grande marco para o nosso sistema. São operações mais estruturadas, acima de R$ 10 milhões, voltadas para empresas que querem montar uma indústria, construir uma fábrica, ampliar ou modernizar suas instalações."

O gerente explicou que a linha é destinada a projetos com maior prazo de pagamento e carência, capazes de impulsionar o desenvolvimento regional por meio da geração de empregos e da expansão da atividade econômica. "Temos recursos disponíveis e estamos fazendo um grande trabalho para levar essa oportunidade aos grandes empresários da região, que podem contar conosco para estruturar esses investimentos", sublinhou.

Cooperativismo

O cooperativismo financeiro no DF está em crescimento, destacou o gerente de Desenvolvimento. O Sicredi alcançou a marca de 10 milhões de associados em todo o país e soma mais de 16 mil cooperados na capital federal.

O Sicredi Planalto Central, com 18 anos de atuação, nasceu em Cristalina (GO), impulsionado por produtores rurais que buscavam alternativas de financiamento para fortalecer o desenvolvimento da região.

Nos últimos três anos, a cooperativa inaugurou 13 agências no DF. Dessas, uma unidade, localizada na Asa Sul, é exclusiva para o agronegócio, com atendimento especializado aos produtores rurais. As outras 12 atendem pessoas físicas, servidores públicos, empresas e empreendedores, contando com consultores financeiros voltados especialmente ao segmento empresarial.

"Nossa missão é fazer com que os brasilienses conheçam mais o nosso sistema e entendam por que somos diferentes. Ainda somos relativamente novos em Brasília, mas queremos mostrar como o cooperativismo pode apoiar o desenvolvimento dos empresários e da economia local", observou Andrade.

Assista à entrevista

 

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postado em 01/08/2026 05:00
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