
Familiares e amigos se despediram neste domingo (2/8) do engenheiro civil e empresário Brasil Helou, em Anápolis (GO). Responsável pela execução de algumas das obras mais emblemáticas da capital, Helou morreu no sábado (1/8), aos 83 anos.
Nascido em Anápolis, Brasil Helou construiu a carreira na engenharia civil e fundou a Construtora Musa. À frente da empresa, participou da execução de importantes projetos em Brasília, entre eles o Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, e a Igreja Ortodoxa de Brasília, no Lago Sul, ambos projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer.
Documentos da Câmara Legislativa do Distrito Federal registram ainda a participação da construtora em obras como a Casa do Cantador, na Ceilândia, e a Casa do Teatro Amador, no Plano Piloto.
A relação de Helou com Brasília começou nos primeiros anos da capital. Ao longo das décadas, tornou-se uma figura conhecida no meio empresarial e entre entidades ligadas à construção civil. Em 1998, recebeu da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) o título de Cidadão Honorário de Brasília, em reconhecimento à contribuição para o desenvolvimento da cidade.
Entre as obras que marcaram sua trajetória está o Panteão da Pátria, considerado um dos símbolos arquitetônicos da Praça dos Três Poderes. Projetado por Niemeyer e executado pela Musa, o edifício foi uma das principais obras realizadas pela construtora na capital.
Antes de se consolidar como empresário, Helou dirigiu o Departamento de Viação e Obras da Prefeitura de Anápolis. Em Brasília, além da atuação no setor da construção civil, participou de entidades representativas e de iniciativas ligadas à comunidade árabe e à Igreja Ortodoxa.
Ao longo da carreira, recebeu diferentes homenagens e condecorações. Foi agraciado com a Ordem do Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores, no grau de Oficial, e com a Medalha do Pacificador, concedida pelo Exército Brasileiro pelos serviços prestados à instituição. Também recebeu do Patriarcado de Antioquia, da Igreja Apostólica Ortodoxa, a Comenda dos Santos Pedro e Paulo.
A filha, Tatiane Helou, afirma que a generosidade era uma das principais características do pai e que ele manteve essa postura mesmo diante das dificuldades enfrentadas nos últimos anos. “Meu pai na vida pessoal sempre foi um homem muito generoso. Eu acho que a gente conhece mesmo as pessoas quando elas passam por grandes dores. E meu pai, nesses últimos dois anos, passou por momentos difíceis com muita dignidade, elegância na alma, que eu me orgulho muito”, contou.
Para Tatiana, duas palavras resumem a trajetória pessoal do empresário: “Acho que integridade e generosidade traduzem bem quem foi meu pai".

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