
Os ministros da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) adiaram para 18 de agosto o julgamento do recurso do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) que pede a manutenção da condenação de Adriana Villela pelo crime da 113 sul e o imediato cumprimento da pena.
O julgamento estava marcado para esta terça (4/8), mas foi adiado. A sessão aconteceu, durou duas horas e meia, e contou, inclusive, com a presença da filha de Adriana, Carolina Villela. No entanto, pela quantidade de processos na pauta, não houve tempo hábil para julgar o recurso do MPDFT referente ao caso de Adriana Villela.
O motivo do julgamento não acontecer na próxima terça-feira (11/8) é o feriado forense em alusão ao dia do magistrado e dos cursos jurídicos, data em que os tribunais param.
Participaram da sessão desta terça (4/8) os ministros Carlos Pires Brandão, Nilsoni de Freitas, Sebastião Reis Júnior, Rogério Schietti e Og Fernandes.
Relembre o caso
Adriana Villela foi condenada em 2019 pelo Tribunal do Júri de Brasília a 61 anos de prisão por ser apontada como mandante do assassinato dos pais, o advogado e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela e a advogada Maria Carvalho Mendes Villela, e da funcionária da família, Francisca Nascimento da Silva.
Em setembro de 2025, a condenação foi anulada por três votos a dois. O MPDFT entrou com os chamados embargos de declaração, isto é, um tipo de recurso utilizado para solicitar ao juiz ou ao tribunal que esclareça pontos obscuros, omissos, contraditórios ou para corrigir erros materiais de decisões judiciais.
O julgamento dos embargos começou em junho, por meio de sessão virtual, mas houve um pedido de destaque do ministro Carlos Pires Brandão, que levou o julgamento para o modo presencial. Na ocasião da sessão virtual, o ministro Sebastião Reis Júnior votou pela manutenção da anulação da condenação de Adriana Villela. O ministro Rogério Schietti divergiu e votou pelo restabelecimento da condenação.

Cidades DF
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