
A condenação de Adriana Villela por ser mandante do assassinato dos pais e da funcionária da família poderá ser restabelecida nesta terça-feira (4/8). Ministros da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) vão julgar recurso do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que pediu o restabelecimento da condenação e o imediato cumprimento da pena de 61 anos de prisão, sentença à qual foi condenada em 2019.
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O recurso começou a ser analisado em junho deste ano, em sessão virtual. No entanto, o ministro Carlos Pires Brandão pediu destaque do processo, transferindo o julgamento para sessão presencial. Em 2 de setembro de 2025, a Sexta Turma do STJ, por maioria de três votos a dois, deu provimento ao recurso da defesa, anulou a condenação e determinou a reabertura da fase de produção de provas.
Nos embargos de declaração, o MPDFT sustenta que o acórdão apresenta omissões, contradições e obscuridades. Com a correção desses pontos, o órgão pede que seja restabelecida a condenação imposta pelo Tribunal do Júri, com o imediato início do cumprimento da pena.
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou no processo e apresentou parecer favorável ao recurso do MPDFT, defendendo o acolhimento dos chamados embargos de declaração.
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O triplo homicídio ocorreu em agosto de 2009, na residência da família, na 113 Sul, em Brasília. O julgamento pelo Tribunal do Júri, realizado em 2019, durou dez dias e ficou marcado como a mais longa sessão de julgamento da história do Distrito Federal.

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