
O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) Leandro Grass abordou a formação de sua coligação partidária, analisou o cenário político do eleitorado brasiliense e apresentou suas propostas para modernizar a gestão pública local durante sabatina promovida pelo Correio. Em entrevista realizada no auditório do jornal, o petista defendeu que a capital federal retome o papel de vanguarda em políticas públicas nacionais.
Questionado pela jornalista Denise Rothenburg sobre as articulações da esquerda e a relação entre o PT e o PSB no Distrito Federal, Grass detalhou a composição da aliança que apoia sua candidatura e reforçou que as portas seguem abertas para o apoio de outras legendas. "Está faltando o PSB com a gente, a gente quer o PSB conosco, o PSB é importante, é o partido do nosso vice-presidente", pontuou.
Ele também lembrou que a vaga de vice na chapa foi preenchida por Dora Gomes após as etapas iniciais de negociação. "Oferecemos a vice. Queríamos o PSB nesse lugar. Não avançamos na negociação. Hoje, temos uma candidata a vice-governadora, que é a Dora Gomes. Está aqui conosco, uma liderança da cidade, tem feito um trabalho importante na luta pela igualdade racial e tem um ótimo diálogo com o setor empresarial".
Eleitorado
Ao responder ao questionamento da jornalista Ana Maria Campos sobre a forte presença do eleitorado conservador e de direita no DF em eleições recentes, Grass atribuiu o cenário a acontecimentos políticos da última década e ao desencanto da população com os serviços básicos. "A grande maioria do nosso povo está desiludida, desiludida porque foi enganada, desiludida porque elegeu governos que fracassaram, desiludida porque hoje está na fila, está na fila da UPA, está na fila da creche, está na fila do trânsito, está na fila da assistência social", analisou.
Ao analisar a conjuntura partidária no Distrito Federal e o desgaste enfrentado pelas legendas tradicionais, Leandro Grass afirmou que o PT sofre um impacto direto das disputas ideológicas justamente por manter um posicionamento claro no cenário político. "O PT, como é o maior partido da América Latina e do Brasil, acaba sendo afetado por isso. Porque tem lugar, posição e projeto", argumentou.
Para reverter a insatisfação popular e impulsionar a economia local, Grass defendeu uma atualização tecnológica na prestação de serviços públicos para transformar a capital em um polo de inovação. "Brasília hoje não tem projeto de desenvolvimento econômico, não tem projeto para cultura, para educação, para saúde, para transporte. Está na lógica do século 20. Vamos atualizar, transformar Brasília na capital da tecnologia da informação, da tecnologia dos serviços. O governo digital na palma da mão chega, o cidadão não tem que pegar um ônibus para resolver um problema básico com um maço de papel. Precisa de um governo que esteja à altura da capital do país, que coloque Brasília nesse lugar de referência. Brasília ser o Brasil do futuro", concluiu.

Cidades DF
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