
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (13/8), durante audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF), que a União não é responsável pela crise financeira enfrentada pelo Banco de Brasília (BRB). Segundo ele, o problema teve origem na administração local e deve ser tratado pelos responsáveis. Apesar disso, Durigan defendeu a atuação do governo federal nas negociações para encontrar uma solução para a capitalização da instituição.
“A União não tem nada a ver com essa história. É um problema gerado pelo governo do DF, com o BRB, que tem que ser tratado pelos responsáveis”, afirmou Durigan ao ministro Luiz Fux.
O ministro afirmou que o problema teve origem em operações consideradas graves e que é necessário considerar essa origem para avaliar as consequências e as alternativas para o banco. “O BRB é um banco reconhecido, um banco sólido, mas que teve um problema. O banco tem operações sólidas, mas teve um problema grave, que não foi gerado pela União”, reforçou.
Durigan rebateu críticas sobre uma suposta falta de atuação do governo federal nas negociações. Segundo ele, a União foi incluída nas discussões e apresentou alternativas para viabilizar uma solução para o BRB. “A União foi trazida para esse debate e, com muita boa vontade, apresentou soluções para além de ficar criando dificuldade. As soluções foram trazidas por nós”, afirmou.
De acordo com o ministro, equipes do governo federal participaram de diversas reuniões para discutir a situação do banco. “A minha equipe fez 10 reuniões sobre isso. Vai dizer que houve inércia da administração federal? Mas por que estão dizendo que há inércia?”, questionou.
Durigan afirmou que o Ministério da Fazenda tem atuado de forma técnica nas tratativas e demonstrou incômodo com as acusações de que a União estaria sendo omissa. Para ele, é necessário separar a responsabilidade pela origem da crise da participação do governo federal na busca por uma solução para a instituição financeira.

Cidades DF
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