
Segundo Nelson, a proposta discutida prevê que bancos públicos e privados atuem como garantidores da operação - (crédito: Gustavo Moreno/STF.)
O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson de Souza, afirmou nesta quinta-feira (13/8) que a instituição já apresentou a sete bancos de grande porte o plano de negócios para o período de 2026 a 2030 e avalia que a operação de empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) pode ser viabilizada sem a necessidade de aval da União. A declaração ocorreu durante audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF), conduzida pelo ministro Luiz Fux.
Segundo Nelson, a proposta discutida prevê que bancos públicos e privados atuem como garantidores da operação, tendo como contragarantia recursos dos Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios (FPE e FPM). O presidente do BRB afirmou que o banco apresentou a documentação necessária às instituições financeiras e ao FGC. “O BRB apresentou para todos os bancos, sete bancos S1, o plano de negócios de 2026 a 2030. Nós fizemos pessoalmente. Nós subimos para o FGC toda essa documentação”, disse.
Segundo Nelson, cinco dos sete bancos que receberam o plano de negócios teriam demonstrado concordância com a proposta, enquanto Bradesco e Itaú teriam apresentado dúvidas relacionadas à contragarantia oferecida. “De sete bancos, cinco aceitaram o plano de negócios do BRB e dois ficaram em dúvida. Eles também entrariam caso isso fosse resolvido”, declarou.
Nelson demonstrou confiança na construção do acordo e avaliou que a solução pode ser implementada rapidamente. “Eu estou achando que está bem fácil de nós conseguirmos chegar a esse desenho que foi colocado no primeiro acordo de 28 de maio”, afirmou. Para ele, a participação dos sete bancos permitiria estruturar a garantia necessária para viabilizar o empréstimo sem o aval direto da União.
O presidente do BRB defendeu que as informações apresentadas nos planos enviados aos bancos demonstram a capacidade de recuperação da instituição após a capitalização. “Fica claro que o banco fica de pé caso seja capitalizado”, ressaltou.
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postado em 13/08/2026 18:05 / atualizado em 13/08/2026 20:06
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