
O candidato ao Governo do Distrito Federal Kiko Caputo (Novo) afirmou que encontrou uma população “de saco cheio” com os problemas enfrentados no Distrito Federal durante as primeiras atividades de campanha realizadas neste domingo (16/8). Ao circular por Taguatinga e Águas Claras, o candidato disse ter percebido um “sentimento de mudança muito forte” e apresentou a proposta de um “choque de gestão” como uma das principais bandeiras para o governo.
“A gente vê que as pessoas querem mudança. E eu tô representando a mudança”, afirmou Kiko durante entrevista após uma agenda de campanha. Segundo ele, a valorização dos servidores públicos deve estar no centro da proposta de reorganização da administração do DF.
A campanha consistiu em atividades voltadas à mobilização de apoiadores e à apresentação da candidatura. A programação começou às 8h, quando candidato caminhou pela Feira do Bicalho, em Taguatinga, conversou com feirantes e ouviu demandas da população.
Na abertura da campanha Kiko também defendeu a valorização do servidor público e a eficiência da máquina pública como pontos centrais de sua candidatura. A agenda segue com a inauguração do comitê de campanha em Águas Claras.
A movimentação marca o início da campanha eleitoral, período em que a propaganda eleitoral passou a ser permitida a partir deste domingo.
“Choque de gestão”
Para Kiko, os servidores públicos devem ter papel central na mudança da administração do Distrito Federal. O candidato afirmou que o funcionalismo conhece as políticas públicas e tem capacidade para executá-las e avaliar seus resultados.
“É o servidor público que vai tirar o DF do atoleiro. Eles sabem fazer política pública, eles sabem executar política pública e eles sabem medir a eficiência da política pública”, declarou.
A proposta de eficiência administrativa também aparece em outras falas do candidato sobre a situação do DF. Em entrevistas anteriores, Kiko já havia defendido que problemas como os enfrentados pela saúde pública não seriam solucionados apenas com mais recursos, mas também com melhoria da gestão.
Durante a passagem pela Feira do Bicalho, o candidato afirmou que a aproximação com a população faz parte da estratégia para apresentar a candidatura. Ele destacou ainda que esta é sua primeira disputa eleitoral e buscou se diferenciar de políticos que já ocuparam cargos no Executivo do Distrito Federal.
“Eu tô dando opção para a população, a população vai me conhecer e eu tenho certeza que vai ver que, ao contrário de todos os outros partidos e os outros candidatos que já tiveram oportunidade de governar o DF, eu tô vindo pela primeira vez”, afirmou.
Saúde, segurança e população em situação de rua
Na entrevista, Kiko também apresentou críticas à situação da saúde pública e afirmou que o Distrito Federal precisa melhorar a execução das políticas públicas. O candidato relacionou ainda a situação da população em situação de rua a falhas em diferentes áreas do governo.
“Morador de rua, ele é a face visível de uma falência da política pública de saúde, política pública de assistência social, política pública de segurança, de habitação e de desenvolvimento social”, disse.
Para o candidato, a resposta ao problema deve combinar políticas sociais com atuação na segurança pública. Ele defendeu uma postura mais dura contra pessoas em situação de rua que pratiquem crimes e criticou a rápida liberação de suspeitos após prisões.
Kiko citou episódios recentes de agressões no Distrito Federal para sustentar a avaliação de que existe sensação de impunidade. As circunstâncias dos casos mencionados pelo candidato precisam ser verificadas junto às autoridades responsáveis.
O candidato também afirmou que pretende se apresentar como uma alternativa aos grupos políticos tradicionais. Para ele, o descrédito da população em relação aos políticos é um dos principais desafios da campanha.
“Eu quero resgatar essa esperança, porque tá todo mundo sem esperança. Ninguém acredita mais em político, ninguém acredita mais na política”, afirmou. A candidatura de Kiko foi oficializada pelo Novo em agosto.

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