
O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) José Roberto Arruda (PSD) acompanhou, neste domingo (16/8), a partida do Gama, no Estádio Bezerrão, pelo acesso à Série C do Campeonato Brasileiro e aproveitou a ocasião para defender investimentos em esporte e apresentar propostas de sua campanha.
Arruda destacou a relação entre sua trajetória política e o estádio, construído durante a gestão dele à frente do Governo do Distrito Federal. “O Gama é verde, o Arruda é verde, a esperança de uma Brasília melhor também é verde. Nada melhor do que começar a campanha aqui no Gama, com essa torcida maravilhosa, com esse estádio que eu tive o privilégio de construir”, afirmou.
O candidato prometeu construir novos estádios no Distrito Federal caso seja eleito. Segundo Arruda, o Abadião, em Ceilândia, e o Estádio Agostinho Lima, em Planaltina, seriam reformulados. “Se Deus quiser, na hora que eu voltar, eu vou fazer com o Abadião, na Ceilândia, a mesma coisa que eu fiz com o Bezerrão: um estádio novo. E quero fazer no Agostinho Lima também”, disse.
Arruda acrescentou que os investimentos em equipamentos esportivos teriam como objetivo ampliar o acesso de jovens ao esporte. “Toda vez que você constrói um campo desse e uma Vila Olímpica, você está trazendo jovens para o esporte, está trazendo a cidade toda para uma energia comum, uma energia positiva”, declarou.
Impugnação
No primeiro dia de campanha, Arruda comentou uma ação de impugnação contra sua candidatura, protocolada junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) pelo candidato a deputado distrital Cláudio Ferreira Domingues (Democrata). Sem citar o nome do candidato a distrital, o ex-governador afirmou que a iniciativa seria uma tentativa de retirá-lo da disputa pela via judicial. “Eu fiquei sabendo há pouco que a nossa adversária entrou no tapetão mais uma vez. Eu tô dizendo pra ela, aceita que dói menos. Vamos disputar no voto. A lei me protege, eu cumpri o meu período de afastamento e mandar pau mandado dela entrar com impugnação é perda de tempo”, afirmou.
Arruda disse acreditar que a legislação garante sua candidatura e classificou a nova contestação como uma tentativa sem fundamento. “Isso aí é bobagem, fizeram uma coisa só para criar marola. A lei me protege. Ela acreditou que botava o Gustavo Rocha como vice-governador, que diz que ele tem muitas relações na Justiça, pra ver se ele me tirava no tapetão. Vai perder, apostou errado”, declarou.
O candidato destacou seu retorno à disputa pelo governo. “Depois de 16 anos de sofrer todas as humilhações, todas as perseguições, todas as dificuldades, Deus está me dando a chance de voltar para cumprir a minha missão, para terminar o meu trabalho a favor de Brasília”, disse.
O ex-governador afirmou que pretende conduzir a campanha com base na apresentação de propostas e pediu uma disputa eleitoral centrada no voto. “Agora, eu sou o candidato; agora, a campanha está aberta, e eu quero disputar a eleição com toda a clareza, sem brigar com ninguém, sem ofensas, propondo uma Brasília melhor. Vamos para a rua”, ressaltou.
Na peça, o deputado distrital sustenta que Arruda não pode ser contemplado pela Lei Complementar 219/2025, que alterou a Lei da Ficha Limpa. Ele aponta três causas de impedimento: a nova lei não retroage para beneficiar o político condenado na esfera cível; há várias condenações em segunda instância contra Arruda de irregularidades, segundo ele, não conexas; e também a nova lei de inelegibilidade seria uma ofensa à Constituição. Esse argumento é discutido em ação direta de inconstitucional que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), ainda sem conclusão.

Cidades DF
Cidades DF
Cidades DF