
Candidata à reeleição, a governadora do DF, Celina Leão (PP), participou de uma sabatina, nesta segunda-feira (17/8), na CNN Brasil, e apontou a saúde como um dos desafios de um eventual novo mandato. Ela também defendeu as medidas adotadas pelo GDF para recuperar o Banco de Brasília (BRB), falou sobre a queda do DF no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e das ações voltadas à população em situação de rua.
Para a governadora, a saúde pública concentra as maiores cobranças da população. Celina afirmou que o governo investe cerca de R$ 100 milhões na recuperação dos 18 hospitais da rede pública e trabalha para entregar sete novas unidades de pronto atendimento (UPAs). Cinco, segundo a candidata, devem ficar prontas ainda neste ano, enquanto as unidades do Itapoã e da Estrutural estão previstas para janeiro ou fevereiro de 2027. “Isso ampliará a minha capacidade de atendimento em 700 mil pessoas”, declarou.
Questionada sobre o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), Celina descartou extinguir a instituição. “Se você hoje desligar o instituto, você deixaria a população refém”, disse. A proposta, segundo ela, é integrar os sistemas de gestão da Secretaria de Saúde e do Iges-DF. “A população não está interessada se é Iges ou se é Saúde. A população quer o atendimento na porta da casa dela, e isso ela terá.”
Sobre a crise do BRB e as negociações para viabilizar um empréstimo ao banco, Celina coemntou que a instituição permanece sólida, mantém liquidez positiva e paga os compromissos em dia. “O que o BRB precisa é de uma oportunidade. É atrás disso que eu estou desde quando assumi o governo”, afirmou.
Para a governadora, o acordo com outras instituições financeiras será assinado em breve, conforme as tratativas conduzidas no Supremo Tribunal Federal (STF). Ela criticou o que considera uma politização do caso e cobrou uma participação mais efetiva do governo federal. “O que eu estou precisando não é de ajuda objetiva. É simplesmente o aval da União”, declarou.
Educação
Com relação à queda do Distrito Federal no Ideb, Celina reconheceu que o resultado precisa melhorar, embora tenha destacado a contratação de quase 16 mil servidores da educação, a construção de escolas e a abertura de vagas em creches. Segundo ela, os critérios de aprovação adotados pela rede pública do DF também influenciam o indicador, porque o estudante é reprovado ao não alcançar desempenho suficiente em duas disciplinas. A candidata disse confiar na capacidade da rede e prometeu substituir temporários por servidores concursados, além de ampliar a valorização dos professores.
Ao tratar do aumento da população em situação de rua e de episódios recentes de violência, Celina defendeu a legislação aprovada pelo DF que prevê a internação involuntária humanizada em casos graves, mediante avaliação médica. “Precisávamos de uma legislação na qual tivéssemos todo o acolhimento previsto e também uma forma de agir em situações gravíssimas, nas quais a vida da população está em risco e a vida da própria pessoa em situação de rua”, explicou.
A governadora afirmou que mais de 50 acampamentos provisórios foram desmobilizados e que a retirada somente ocorre depois da oferta de acolhimento. “Eu não posso obrigar aquele cidadão a sair da rua, mas posso desmobilizar todas essas áreas”, disse.
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