ESPORTE

Crianças de aldeia indígena de Brasília participam de competição de jiu-jitsu

Projeto social Curumins BJJ treinam em meio à falta de estrutura adequada e sem apoio fixo. Objetivo é alcançar o pódio do maior campeonato de jiu-jitsu do Centro-Oeste

Daniel Lino banca o projeto do próprio bolso e realizando vaquinhas -  (crédito: Divulgação)
Daniel Lino banca o projeto do próprio bolso e realizando vaquinhas - (crédito: Divulgação)

Por Beatriz Ocké* - Crianças indígenas do projeto social Curumins BJJ irão competir no maior campeonato de jiu-jitsu do Centro-Oeste. O JIU-JITSU e NOGI 2026 acontece em Goiânia, no Ginásio Vermelho, neste sábado (22/8). A formação dos pequenos é uma iniciativa do educador físico e faixa preta, Daniel Lino, que transforma a vida de crianças da Aldeia Teko Haw, em Brasília, por meio do ensino das artes marciais. Serão em torno de oito crianças do projeto que irão disputar por medalhas no campeonato. 

O projeto existe há 3 anos e hoje oferece aulas de jiu-jitsu para cerca de 50 crianças, de 3 a 15 anos de idade. Daniel explica que sempre teve o desejo de ajudar as crianças por meio do esporte. “Sempre quis ajudar crianças com o jiu-jitsu e descobri que na aldeia tão perto de Brasília havia mais de 40 crianças vulneráveis”. A partir disso, começou a ministrar aulas por conta própria. 

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Por ser uma iniciativa voluntária e sem patrocínio fixo, o Curumins BJJ depende totalmente de doações de voluntários ou do próprio Daniel. Custos com alimentação e competições são também bancados, em sua maioria, pelo educador ou por vaquinhas de pessoas que acreditam no projeto.”É uma luta para adquirir todo o dinheiro e gastos para uma competição fora de Brasília e ainda levando o responsável”, conta Daniel. 

A falta de apoio e de infraestrutura básica é sentida nos treinos para o campeonato. “Nesta quarta mesmo, as crianças tiveram que treinar no escuro por falta de estrutura”, relata.

  • Mesmo sem apoio fixo, as crianças se destacam nas competições
    Mesmo sem apoio fixo, as crianças se destacam nas competições Divulgação
  • São cerca de 50 crianças sendo transformadas pelo esporte
    São cerca de 50 crianças sendo transformadas pelo esporte Divulgação
  • As crianças do projeto vão competir no JIU-JITSU e NOGI 2026 , em Goiânia
    As crianças do projeto vão competir no JIU-JITSU e NOGI 2026 , em Goiânia Divulgação

Mesmo com as condições adversas, o atleta afirma que as crianças não perdem a garra e o amor pelo jiu-jitsu e se destacam nas competições. “Tenho muito orgulho delas, é muito gratificante poder competir fora de Brasília e dar essa oportunidade para eles levando a força da cultura indígena junto com o jiu-jitsu brasileiro”, destaca ele. 

Essa vai ser a terceira vez que as crianças do projeto participam do JIU-JITSU e NOGI e, assim como das últimas vezes, Daniel reitera a busca incessante  pelo apoio de voluntários e patrocinadores para que o educador consiga oferecer condições melhores para ensinar o esporte. “O que o projeto faz reflete dentro e fora do tatame. Além dos valores das artes marciais, falamos também sobre as relações humanas que contribuem para o desenvolvimento delas como um todo”, afirma. 

Informações sobre como ajudar o projeto podem ser encontradas no instagram: @projetocuruminsbjj

*Estagiária sob a supervisão de Tharsila Prates

 

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postado em 20/08/2026 18:39
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