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Presidente do Sindiatacadista-DF comenta fim de benefício fiscal com a reforma tributária

Em entrevista, o empresário Alaor Gomes Neto disse que a mudança pode diminuir a competitividade do setor em comparação com empresas de outros estados

Alaor Gomes Neto, presidente do Sindiatacadista-DF, é o entrevistado do CB.Poder desta quinta-feira (20/8) -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Alaor Gomes Neto, presidente do Sindiatacadista-DF, é o entrevistado do CB.Poder desta quinta-feira (20/8) - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O presidente do Sindiatacadista-DF, Alaor Gomes Neto, falou sobre os impactos esperados da reforma tributária no setor durante entrevista ao CB.Poder  — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília. Nesta quinta-feira (20/8), às jornalistas Samanta Sallum e Sibele Negromonte, o empresário explicou que a mudança priva os atacadistas dos benefícios fiscais garantidos pela Lei Distrital n° 5.005/2012, o que pode diminuir competitividade de empresas do DF.

Com o fim gradual do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), previsto pela reforma tributária, os incentivos fiscais vinculados a esse imposto também acabarão progressivamente. Durante o período de transição, entre 1º de janeiro de 2029 e 31 de dezembro de 2032, pessoas físicas e jurídicas poderão ser compensadas com recursos do Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais do ICMS. 

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Segundo Neto, porém, os atacadistas do DF não serão contemplados com essa compensação. Isso acontece porque o fundo é destinado a titulares de benefícios onerosos, ou seja, aqueles concedidos mediante contrapartidas dos empresários, como geração de empregos. No DF, a Lei nº 5.005/2012 reduz a carga tributária do setor por meio de uma apuração diferenciada do ICMS. De acordo com o presidente do Sindiatacadista-DF, “como a lei é solicitada pelos empresários de ofício e deferida pela Secretaria da Fazenda, sem o estabelecimento de contrapartidas, o DF não vai ter o benefício do fundo”. 

A preocupação do setor é de que a perda do benefício fiscal inviabilize algumas atividades econômicas do DF. Além dessa questão, os empresários temem perder competitividade durante o período de transição, uma vez que empresas de estados com benefícios onerosos receberão recursos do Fundo de Compensação. A proposta do setor é ser incluído no Emprega DF, programa que concede benefícios fiscais a quem gera emprego. “Estamos fazendo tratativas tanto com o Executivo quanto com o Legislativo para vencermos esse obstáculo e não sermos profundamente prejudicados”, finalizou Neto.

Assista à íntegra do programa:

*Estagiária sob supervisão de Tharsila Prates

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postado em 20/08/2026 17:53
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