
Nesta quinta-feira (20/8), ao conversar com jornalistas antes de carreata em Santa Maria, o ex-governador e candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) José Roberto Arruda (PSD) apresentou como principal vitrine de seu plano de governo a expansão dos transportes sobre trilhos, prometendo a construção de quatro novas linhas de metrô. O candidato focou seu discurso na recuperação de indicadores sociais e em críticas ao que chamou de inversão de prioridades nos gastos públicos.
Ao abordar suas propostas para Santa Maria, Arruda destacou sua relação histórica com a região administrativa (RA), lembrando a época em que atuou como secretário de obras do ex-governador Joaquim Roriz, que fundou o centro urbano, e enfatizando a construção do Hospital Regional (HRSM), estrutura de 400 leitos erguida há 16 anos.
“É uma cidade que bate muito no meu coração, porque eu era secretário de Obras do (Joaquim) Roriz quando a gente construiu Santa Maria. No meu governo, eu construí aqui o hospital de 400 leitos, que foi o último hospital regional construído em Brasília. Passaram 16 anos e não fizeram mais nenhum”, afirmou o ex-governador.
Para a mobilidade da RA e áreas vizinhas, seu plano prevê a extensão do metrô até o Gama e Santa Maria. A partir daí, o projeto prevê que os trilhos sigam pela BR-040 para conectar o DF a municípios do Entorno, como Novo Gama, Valparaíso, Cidade Ocidental, Jardim Ingá e, posteriormente, Luziânia. O candidato justificou a obra afirmando que a BR-040 se encontra saturada e defendeu que o sistema ferroviário é a solução ideal para organizar o fluxo e o crescimento da região.
“Se você pegar essa BR-040 de manhã, vindo para Brasília, e de tarde, voltando para Luziânia, não anda. Tem mais carro do que estrada. Nós precisamos, em Brasília, de transporte sobre trilhos. O que organiza o crescimento de uma cidade é o transporte sobre trilhos”, declarou.
Além das propostas de infraestrutura, Arruda apresentou comparações nas áreas de saúde, educação. Na educação, sustentou que o DF liderava o ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) durante sua gestão, em contraste com a atual 27ª posição.
Na saúde, criticou a destinação de R$ 150 milhões para a troca de placas de sinalização de trânsito — valor que, segundo ele, permitiria a contratação de mil médicos. O postulante ao Buriti prometeu reformular a gestão hospitalar, reabastecer as unidades com profissionais de saúde, reforçar o policiamento nas ruas e buscar o reequilíbrio das contas do DF.
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“O desafio vai ser muito grande: botar as contas em ordem, botar médico nos hospitais, mudar a gestão do Iges, recuperar a educação pública, botar a polícia na rua e fazer novas linhas de metrô”, enfatizou Arruda.

Cidades DF
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