
A candidata ao Governo do Distrito Federal Paula Belmonte (PSDB) defendeu a modernização da administração pública por meio da tecnologia, da digitalização e da inteligência artificial, mas afirmou que as ferramentas devem ser usadas para reduzir tarefas burocráticas e permitir que os servidores se dediquem às atividades consideradas essenciais de cada carreira. Durante sabatina no 6º Encontro Nacional de Lideranças, Belmonte rejeitou a ideia de que o avanço tecnológico possa necessariamente representar desvalorização do funcionalismo. “Eu não concordo com essa frase dizendo que a tecnologia desvaloriza o servidor. Muito pelo contrário. Eu acredito que a tecnologia pode ser uma grande parceira do servidor público”, afirmou.
Segundo a candidata, o Distrito Federal conta com servidores capacitados que acabam tendo parte do tempo consumida por atividades mecânicas e processos burocráticos. Para ela, a tecnologia deve assumir parte dessas tarefas para que os funcionários possam utilizar conhecimento e capacidade técnica em funções mais relevantes. “Esses servidores precisam parar com o serviço burocrático e fazer com que o seu trabalho, a sua inteligência, a sua capacidade sejam cada vez mais valorizados”, disse. “Não adianta cobrar uma avaliação de qualquer servidor quanto ele estiver em assunto burocrático. Nós precisamos dar um mecanismo, e a tecnologia é um mecanismo”, completou.
A candidata defendeu maior integração tecnológica entre os serviços da rede pública de saúde. Belmonte argumentou que informações e atendimentos precisam circular de forma mais eficiente entre diferentes níveis de assistência, evitando que o servidor seja sobrecarregado e que o paciente enfrente dificuldades para dar continuidade ao tratamento. “A UPA não fala com a UBS e a UBS não fala com o hospital. Nós precisamos modernizar isso”, disse.
Na segurança pública, Belmonte afirmou que a tecnologia deve ser utilizada em conjunto com um efetivo maior nas ruas. Para ela, ferramentas de monitoramento podem ajudar as forças de segurança tanto na resposta aos crimes quanto na prevenção. “Com tecnologia e com efetivo na rua, eles vão conseguir monitorar e prender, se for preciso, mais. Mas, mais do que isso, fazer uma segurança de prevenção”, afirmou.
A candidata reforçou que a modernização deve ter como objetivo retirar dos servidores atividades consideradas improdutivas e criar melhores condições para o exercício das funções públicas. “A tecnologia vai tirar o peso das costas de coisas burocráticas e fazer com que cada servidor se auto valorize e se valorize para que a gente possa ter um Estado mais eficiente”, declarou.

Cidades DF
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