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A virada de chave na economia dos criadores de conteúdo

Segundo o Google, com base em uma pesquisa da Oxford Economics com base em dados do próprio YouTube, a plataforma movimentou mais de R$ 6 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025, com a criação de 150 mil empregos equivalentes em tempo integral, consolidando a plataforma como um dos principais motores da economia dos criadores no país

Em um evento ontem de manhã, no B Hotel, no Setor Hoteleiro Norte, com a presença do ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte do Brasil, Paulo Pereira, o YouTube apresentou um diagnóstico do ecossistema digital brasileiro. Um dos pontos destacados é que o país se consolidou como um dos principais polos da chamada economia dos criadores de conteúdo, impulsionando a produção de vídeos, entretenimento e informação para milhões de pessoas dentro e fora do país. O crescimento da audiência, no entanto, contrasta com as dificuldades enfrentadas pelos profissionais para formalizar as atividades, acessar crédito e negociar em condições equilibradas com empresas.

Impacto

Os números chamam a atenção. Segundo o Google, com base em uma pesquisa da Oxford Economics, a plataforma movimentou mais de R$ 6 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025, com a criação de 150 mil empregos equivalentes em tempo integral, consolidando a plataforma como um dos principais motores da economia dos criadores no país.

 
 
 
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Carreira

O avanço da profissionalização aparece no perfil dos criadores: 85% dos profissionais que hoje atuam em mídia e entretenimento iniciaram a carreira no YouTube, enquanto canais em expansão passaram a contratar equipes de edição, produção, design e filmagem, formando pequenas empresas de conteúdo.

Negócios

O impacto alcança o setor produtivo: 71% das pequenas e médias empresas afirmam que o YouTube é essencial para o crescimento dos negócios e o mesmo percentual considera a plataforma estratégica para ampliar vendas ao mercado internacional.

Visibilidade

A produção brasileira também ganha espaço fora do país. Mais de 45 milhões de horas de conteúdo foram publicadas por canais nacionais no último ano, e mais de 15% do tempo de exibição já vem de espectadores estrangeiros. 

Educação

O uso educacional também aparece entre famílias e escolas: 80% dos pais dizem que o YouTube ajuda os filhos a aprender fora da sala de aula, 77% dos professores relatam apoio ao aprendizado contínuo e 77% dos pais avaliam positivamente a qualidade do conteúdo educativo disponível na plataforma.

Próximos passos

Para o ministro Paulo Pereira, o momento é de mudanças. "Chegou a hora de adaptar políticas públicas para esse mundo criativo e extraordinário de geração de conteúdo", disse ele, ressaltando que uma das dificuldades apontadas é a inexistência de uma Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) específica para a profissão. Sem esse registro, os profissionais encontram obstáculos para acessar crédito, linhas de financiamento e outros serviços voltados a empresas.

Exterior

O CEO do Porta dos Fundos, João Vicente, detalhou que um dos vídeos de maior audiência do canal vem do Backdoor, a versão em espanhol do humorístico: Harina teve 81 milhões de visualizações, especialmente no México.

Marco Zero

A Coalizão pelo Impacto Brasília realiza amanhã o evento Marco Zero, que marcará a apresentação do mapa estratégico para fortalecer os negócios de impacto no Distrito Federal entre 2027 e 2031. A proposta é reunir representantes do poder público, universidades, investidores e organizações da sociedade civil para discutir caminhos que estimulem a inovação com impacto social e ambiental, além de ampliar as oportunidades de investimento na região. O conselho gestor da coalizão é formado por instituições e empresas, como Sebrae-DF, UnB, Instituto Sabin e Ministério da Ciência e Tecnologia. Ao longo da programação, os participantes vão debater desafios do setor, identificar oportunidades de cooperação e definir ações que ajudem a impulsionar o ecossistema de negócios de impacto no DF nos próximos anos.

Inovação reconhecida

A Natura ampliou em 40% os investimentos em inovação e destinou R$ 1,4 bilhão para tecnologia, pesquisa e desenvolvimento em 2025. O resultado garantiu à empresa, pelo segundo ano seguido, a liderança do setor de higiene e limpeza no Prêmio Valor Inovação. Parte desse desempenho vem da combinação entre o maior centro de pesquisa do Hemisfério Sul e o uso de inteligência artificial voltada à biociência, o que reduziu o tempo de desenvolvimento de produtos com bioativos da Amazônia. Com essa aposta, a companhia busca ganhar eficiência, ampliar sua presença no mercado e acelerar a chegada de novos lançamentos.

Novo comando na Febrac

A Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços (Febrac) empossou ontem a nova diretoria sob o comando do empresário Avelino Lombardi. Com mandato de quatro anos, o primeiro presidente catarinense da entidade assume a liderança do setor de terceirização com a missão de intensificar o diálogo com o Congresso e buscar maior segurança jurídica para as empresas de limpeza, conservação e facilities.

Vini Waknin/Divulgação - Avelino Lombardi é o novo presidente da Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços (Febrac)

A gestão pretende atuar na modernização das relações de trabalho e no fortalecimento da representatividade institucional em articulação direta com a Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Reforço na oncologia

A Kora Saúde passou a contar com uma diretoria técnica nacional de oncologia para alinhar o atendimento, fortalecer a pesquisa clínica e coordenar iniciativas de inovação em 17 unidades hospitalares, distribuídas por seis estados. A área será liderada pelo oncologista Igor Morbeck, profissional com mais de duas décadas de atuação e experiência na condução de estudos clínicos.

Divulgação - Igor Morbeck passa a liderar a diretoria técnica nacional de oncologia da Kora Saúde

A mudança ocorre em um momento de aumento da demanda por tratamentos oncológicos. Estimativas do Inca indicam o surgimento de centenas de milhares de novos casos de câncer por ano no Brasil.

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