O ex-governador e candidato ao Governo do Distrito Federal José Roberto Arruda (PSD) participa nesta terça-feira (11/8) da sabatina promovida pelo Correio Braziliense com os postulantes ao Palácio do Buriti. Na abertura, realizada no auditório do jornal, Arruda justifica o retorno à disputa eleitoral com duras críticas à atual gestão do DF.
O postulante do PSD declara que tomou a decisão após percorrer a cidade durante um ano e ouvir apelos de moradores. Arruda pinta um cenário de colapso nos serviços públicos, classificando a situação atual como "desgoverno e bagunça", citando o déficit no sistema público de saúde que afeta a população sem planos privados.
"O que me faz voltar à vida pública é um momento difícil. Eu ando pela cidade ouvindo as pessoas e o que percebo é que as pessoas estão sofrendo. Os 67% da população que não têm um plano de saúde estão morrendo à míngua na fila dos hospitais", diz. O candidato também aponta a segurança pública e o avanço da população em situação de rua como problemas estruturais gravíssimos que passaram a afetar todas as classes sociais do DF, citando o caso recente de invasão e reféns na 302 Sul.
Sobre a segurança, Arruda avalia o modelo atual dos Centros Pop e a proliferação de acampamentos em áreas como a L2 Norte. "Construíram o Centro Pop no lugar errado, virou uma fábrica de marginalização. Não há um acolhimento devido, não há incentivo para aqueles que desejam voltar para suas regiões de origem, não há triagem para recuperação dos que estão nas drogas. Está todo mundo com medo", critica.
No campo da educação e infraestrutura, Arruda relembra marcos de seu mandato anterior — como a construção da EPTG, a expansão do metrô para Ceilândia e a inauguração do Hospital de Santa Maria — para contrastar com os indicadores atuais do DF, citando a queda do desempenho local no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). "Em 2009, no meu governo, Brasília era o primeiro lugar no Ideb, melhor educação pública do Brasil. Essa semana saiu o resultado: Brasília conseguiu ficar em 27º, o último lugar no ensino médio. É o fundo do poço", enfatiza.
Segundo o candidato, sua plataforma eleitoral se concentrará no reequilíbrio fiscal e na retomada de grandes obras de mobilidade e saúde para o DF. "Estou colocando o meu nome e a minha experiência para apresentar um projeto consistente, pés no chão, para botar as contas da cidade em ordem, construir novas linhas de metrô, construir novos hospitais, botar médicos nos hospitais, valorizar os professores, recuperar a educação pública de qualidade, enfim, para resgatar Brasília", declara.
Fique ligado
A entrevista faz parte da série de sabatinas promovida pelo Correio Braziliense nesta terça-feira (11/8) com os 11 postulantes ao GDF: Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Elisson Ferreira (Agir), Expedito Mendonça (PCO), Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB), Ricardo Cappelli (PSB), Rico Pinheiro (PRTB), Robson Raymundo (PSTU) e Samara Mineiro (UP). Cada candidato responde a perguntas da bancada de jornalistas do Correio por uma hora, apresentando propostas para temas prioritários como saúde, educação e segurança. O evento segue ao vivo até as 18h no canal do Correio no YouTube.
