O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) Kiko Caputo (Novo) defendeu, nesta terça-feira (11/8), um “choque de gestão” na administração pública da capital. Durante a sabatina promovida pelo Correio Braziliense, ele afirmou que a mudança deve começar por um “choque de honestidade”, com o combate à corrupção e a valorização dos servidores públicos.
Caputo disse que decidiu disputar a eleição por considerar que “a velha política não solucionou os problemas do DF". “O partido Novo é o único partido genuinamente de direita. Sou cristão e estou disputando essa eleição porque a velha política não resolveu os nossos problemas. Foi isso que me fez sair de casa e me apresentar como uma opção concreta para os moradores aqui do DF”, afirmou.
Segundo o candidato, o DF tem recursos suficientes, mas enfrenta problemas relacionados à gestão e à aplicação do dinheiro público. Ele citou o caso do Banco de Brasília (BRB) como exemplo e afirmou que existem outros pontos de desperdício de recursos.
“O que a gente tem mais visto é coisa mal feita. Talvez o mais evidente seja o BRB, pelo tamanho astronômico do desfalque que deram no banco. Mas a gente tem outros ralos de corrupção que estão impedindo que o dinheiro do DF chegue onde tem que chegar”, declarou.
Para Caputo, a administração pública deve ser conduzida prioritariamente por servidores de carreira, em vez de pessoas escolhidas por indicações políticas. A proposta, segundo ele, seria uma das bases de um eventual governo.
“Pode faltar tudo no DF, mas não falta dinheiro. Falta muita gestão e falta também competência para aplicar o dinheiro de uma forma séria e honesta. Nós vamos fazer um choque de gestão, principalmente colocando os servidores públicos, que são treinados para gerir a máquina pública, no lugar daquelas indicações políticas e eleitoreiras”, disse.
Ao criticar a prática de parlamentares indicarem aliados para comandar secretarias e órgãos públicos, o candidato sublinhou que a ocupação dos cargos deve considerar critérios técnicos e estar alinhada aos princípios de eficiência e probidade.
“No nosso governo vai acabar essa história, que se tornou comum, de parlamentar ser dono de secretaria, ser dono de corporação, e fazer as indicações políticas, independentemente de um alinhamento prévio com a gestão, que deve ser sempre proba, eficiente e competente”, disse.
“E não à toa eu convidei um servidor público, um líder classista da Polícia Civil aqui no DF, Rafael Sampaio, para ser meu candidato a vice, porque eu quero deixar claro, de uma forma inequívoca, que nós precisaremos muito dos servidores públicos para resgatar o DF”, concluiu.
Sabatina
A entrevista faz parte da série de sabatinas promovidas pelo Correio com 11 postulantes ao GDF: Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Elisson Ferreira (Agir), Expedito Mendonça (PCO), Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB), Ricardo Cappelli (PSB), Rico Pinheiro (PRTB), Robson Raymundo (PSTU) e Samara Mineiro (UP).
Cada candidato responde a perguntas da bancada de jornalistas do Correio por uma hora, apresentando propostas para temas prioritários como saúde, educação e segurança. O evento segue ao vivo, até as 18h, no canal do Correio no YouTube.
