O deputado distrital Max Maciel (PSol), presidente da Comissão de Mobilidade e Transporte da Câmara Legislativa (CLDF), comentou, durante o CB.Poder — programa do Correio Braziliense em parceria com a TV Brasília, desta quarta-feira (12/8), sobre um pedido de crédito suplementar de R$ 508 milhões enviado à Casa pelo GDF para arcar com custos do transporte público do DF.
Às jornalistas Mariana Niederauer e Mila Ferreira, o parlamentar disse que o argumento apresentado pelo Executivo é o pagamento dos trabalhadores do modal rodoviário. Entretanto, para o deputado, esse pedido de crédito complementar é errado, uma vez que o pagamento dos funcionários é custeado dentro do valor das tarifas pagas pelos usuários. “O pagamento da folha salarial desses funcionários vai direto para as empresas, esse dinheiro não é do GDF. Esse pagamento não pode ser feito com esse tipo de dinheiro porque a fonte não permite”, explicou.
Sobre o crédito suplementar, Max Maciel disse que, nos últimos três anos, os pedidos para suplementação têm ocorrido com mais frequência. “O que nos chama a atenção é que em 2023, quando tomamos posse, o crédito suplementar foi mais de R$ 150 milhões; em 2025, foram R$ 55 milhões; agora, foram R$ 508 milhões”, disse.
O deputado afirmou que a “população tem o direito de saber” qual é a finalidade do dinheiro do crédito suplementar. Para ele, o montante não se justifica, pois o sistema tem problemas, tais como: falta de ar-condicionado nos ônibus; chassis altos e que dificultam o embarque e desembarque de pessoas com deficiência; e furos nos horários dos ônibus. “O custo do transporte nos seis meses deste ano já foi de R$ 1,7 bilhão para os cofres públicos; R$ 1,3 bilhão é de subsídio”, detalhou.
Max Maciel acrescentou que “o sistema já está pago” e que não há necessidade do aporte solicitado pelo GDF. Ao contrário, os recursos alocados podem ser usados para investimentos em programas voltados à mobilidade, como o Tarifa Zero. “Não estamos querendo tirar o R$ 1,3 bilhão, estamos querendo complementar para a população que não tem acesso e nem dinheiro para ir em uma consulta ou para viver a cidade”, afirmou.
