MEIO AMBIENTE

Brasília entra no período mais crítico da seca com 2,8 mil incêndios

Agosto marca o início do período mais crítico da estiagem brasiliense. Em 2025, foram 1.826 registros neste mês. Neste ano, até o dia 10, houve 605 ocorrências. Numa delas, o Cepi Lobo Guará, no Setor Lucio Costa, foi evacuado por causa das chamas

Brasília segue sob alerta laranja de perigo potencial devido à baixa umidade do ar. Combinado às altas Neste sábado (15/8), o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) registrou 59 incêndios em vegetação. Em julho, 1.096. Até o dia 10 deste mês, foram contabilizadas 605 ocorrências. 

A partir de agosto, tem início o período mais crítico da estiagem brasiliense. No ano passado, este foi o mês com o maior volume de incêndios em vegetação, somando 1.826 registros, o que acende alerta para o mesmo período deste ano. Com exceção de maio, o número de ocorrências apresentou quedas em todos os outros meses de 2026, mas o cenário agora entra em sua fase mais complexa.  

No ano passado, o total acumulado chegou a 6.488 ocorrências. Até o momento, o somatório de 2026 é de 2.844 chamados. O número elevado de incêndios gera transtornos. Em 6 de agosto, o Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi) Lobo Guará, no Setor Lucio Costa, foi evacuado por causa de um incêndio na Reserva Biológica do Guará, atrás da creche. Quase 150 crianças e 40 funcionários foram retirados do local em segurança e acolhidos no Edifício Warlley Covre, um prédio próximo. Fagulhas do fogo deixaram buracos no pula-pula da instituição.

Cinco dias depois, em 11 de agosto, três ocorrências chamaram a atenção. Uma delas atingiu uma área de vegetação ao lado da Universidade de Brasília (UnB), no câmpus de Ceilândia. Devido à intensa de fumaça na região, as aulas da tarde foram suspensas. Em nota, a universidade afirmou que a medida foi tomada para "preservar a saúde e a segurança da comunidade acadêmica" e que não houve registro de danos às instalações do prédio. No mesmo dia, um incêndio de grandes proporções próximo à Boca da Mata, em Samambaia, provocou uma extensa coluna de fumaça, que pôde ser vista por quem estava no Sudoeste e no Guará. 

Outro episódio ocorreu em uma área de vegetação dentro da reserva do Zoológico de Brasília. O CBMDF mobilizou seis viaturas, drones e a aeronave Nimbus, utilizada em operações de combate a incêndios florestais. De acordo com os bombeiros, não houve registro de animais atingidos pelo fogo. 

Para tentar conter o avanço das chamas, o CBMDF reforçou as orientações de sua cartilha preventiva. Nas áreas rurais, a recomendação é construir aceiros como barreiras de proteção próximo a residências e abrigos de animais. A instituição destaca que brasilienses não devem acender fogueiras durante a estiagem, queimar lixo ou restos de poda em áreas de Cerrado, soltar balões, ou descartar bitucas de cigarro ou fósforos em locais com vegetação, especialmente em estradas. 

O CBMDF lembra que o combate direto ao fogo deve ser realizado apenas por pessoas treinadas e com equipamentos adequados. A orientação é acionar imediatamente a corporação, pelo telefone 193, ao identificar focos de incêndio. 

Ocorrências de incêndio em vegetação:

2025:

Janeiro a abril: 834;

Maio: 224;

Junho: 809;

Julho: 1.566;

Agosto: 1.826;

Setembro: 1.361;

Outubro: 702;

Total: 6.488.

2026:

Janeiro a abril: 468;

Maio: 589;

Junho: 554;

Julho: 1.096;

Agosto (até dia 10/8/26): 605.

Total Parcial: 2.844.

Fonte: CBMDF

*Estagiária sob supervisão de Eduardo Pinho 

 


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