Com Luiz Francisco*
O Senado Federal lamentou a morte de Willian César Pinto Júnior, de 48 anos, vigilante terceirizado que prestava serviços à instituição e foi baleado e morto por policiais civis do Distrito Federal na manhã desta quarta-feira (19/8).
Segundo a família, Willian trabalhava havia mais de 20 anos na segurança da Residência Oficial da Presidência do Senado. A morte dele ocorreu por volta das 5h50, na Quadra 8 do Setor Oeste do Gama, no momento em que o trabalhador saía de casa para cumprir o expediente.
Além de prestar solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho, o Senado declarou, em nota, que aguarda a apuração das circunstâncias do caso pelos órgãos competentes para o esclarecimento dos fatos.
Abordagem e disparo nas costas
De acordo com relatos de familiares fornecidos ao Correio, o vigilante notou uma movimentação estranha na rua ao sair de casa em um veículo Gol preto e, por precaução, tentou mudar de trajeto. Na esquina, acabou abordado por agentes da PCDF em uma viatura descaracterizada.
Em depoimento prestado no hospital momentos antes de falecer, Willian relatou que recebeu ordem para desembarcar do veículo e foi atingido nas costas logo em seguida. Uma testemunha afirmou que, mesmo caído e ferido, o vigilante chegou a ser algemado.
A vítima deu entrada no Hospital Regional do Gama (HRG) consciente, mas não resistiu a uma parada cardíaca por volta das 9h. Na delegacia, parentes foram informados por um dos agentes que o disparo teria sido efetuado após uma suposta ordem de parada não atendida, alegando que o tiro visava o pneu do carro e ricocheteou.
Investigação na Corregedoria
O caso é investigado pela Corregedoria-Geral da PCDF. Em nota oficial, a corporação informou que os policiais envolvidos se apresentaram à delegacia da área para o registro da ocorrência e que o procedimento foi repassado ao órgão corregedor para apuração da conduta na intervenção. A PCDF também declarou lamentar o desfecho da ação.
Willian era casado, deixa dois filhos e não tinha qualquer antecedente criminal. A família cobra justiça pelo homicídio do trabalhador.
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