O candidato ao Governo do Distrito Federal Kiko Caputo (Novo) participou, nesta quarta-feira (26/8), de uma caminhada pela Feira Permanente do Gama. Durante a agenda, o candidato criticou a situação dos serviços públicos do Distrito Federal e afirmou que, caso seja eleito, pretende priorizar a saúde, a educação e a segurança pública. Entre as principais propostas apresentadas, destacou a ampliação da estrutura hospitalar e do atendimento médico, além da implantação de creches e escolas em período integral.
Ao falar sobre o Hospital Regional do Gama, Caputo afirmou que a unidade precisa passar por uma reforma acompanhada de ampliação do número de leitos e reforço do quadro de profissionais. Para o candidato, investimentos apenas na estrutura física não são suficientes para resolver os problemas enfrentados pela população. “O Hospital do Gama, por exemplo, é antigo. Temos que reformar e aumentar o número de leitos. Precisamos botar médicos para atender a população”, afirmou.
Caputo também criticou o que classificou como uma política de investimentos concentrada na reforma de prédios, sem a correspondente melhoria das condições de trabalho dos servidores da saúde. Segundo ele, a prioridade de um eventual governo será garantir profissionais em quantidade suficiente e com melhores condições para atender os pacientes. “Não adianta só reformar prédio, como estão fazendo agora. Parede pintada não cura doença de ninguém. O que a gente precisa é de profissionais bem remunerados, profissionais com condições para trabalhar”, declarou.
Educação
Durante a caminhada, Caputo também defendeu a ampliação do atendimento em creches e escolas para garantir que os pais possam trabalhar durante todo o dia enquanto os filhos permanecem em ambientes considerados seguros. A proposta, segundo ele, é substituir o modelo de atendimento parcial por unidades com funcionamento ampliado.
“Não tem mais como convivermos com escolas de meio período, creche de meio período. Ora, os pais trabalham o dia inteiro”, afirmou. “Precisamos ter creches e escolas que abram cedo, fechem no final do dia, mas que deem segurança para os pais irem trabalhar sabendo que seus filhos estão bem alimentados, bem instruídos e em lugares seguros.”
Segundo o candidato, a ampliação do atendimento educacional teria também impacto direto na economia das famílias. A ideia seria permitir que os responsáveis mantenham suas atividades profissionais durante o dia sem precisar recorrer a alternativas particulares para cuidar dos filhos.
Situação do Gama
Caputo afirmou que tem percorrido diferentes regiões do Distrito Federal durante a campanha e relatou ter encontrado problemas de infraestrutura e serviços públicos. Antes da caminhada no Gama, segundo o candidato, ele esteve em Santa Maria, onde disse ter ficado “horrorizado” com a situação encontrada. “Está abandonada, está suja, muito comércio fechado e o povo está desesperado”, afirmou.
Na avaliação de Caputo, a insatisfação da população estaria relacionada à atuação de políticos que, segundo ele, aparecem durante o período eleitoral e deixam de acompanhar as demandas da população depois das eleições. “De quatro em quatro anos aparecem aqueles políticos da velha política: prometem, prometem, prometem, somem durante quatro anos e só aparecem na outra eleição”, criticou.
O candidato afirmou que sua condição de estreante na disputa pelo Palácio do Buriti é um dos principais argumentos utilizados para se apresentar ao eleitorado como uma alternativa aos grupos políticos que já governaram o DF. “As pessoas estão me recebendo bem porque sabem que eu estou vindo pela primeira vez. Estão vendo em mim a vontade genuína de trabalhar”, declarou.
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