Quatro pessoas foram presas preventivamente nesta sexta-feira (28/8) pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) por fazerem parte de organização criminosa que instalava, clandestinamente, aparelhos que permitiam acesso remoto ao sistema do Detran-DF e na Hora para promoção de diversas alterações. As prisões foram feitas nas regiões de Vicente Pires, Candangolândia, Taguatinga Norte e Recanto das Emas. A ação faz parte da quarta fase da Operação Código Fantasma, conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos no DF (DRCC).
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O grupo vai responder pelos crimes de organização criminosa, invasão de dispositivo informático, estelionato qualificado pelo meio eletrônico, lavagem de dinheiro, cujas penas máximas, se somadas, podem chegar até 32 anos de reclusão.
Os criminosos instalavam equipamentos (modelo MikroTik) nas redes internas de unidades públicas do Detran e Na Hora, permitindo uma manipulação indevida de dados. Os equipamentos permitiam acesso remoto ao sistema do órgão e a instalação destes cresceu após o aprimoramento de ações de segurança cibernética da instituição.
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O prejuízo já identificado nas fases anteriores da apuração inclui inúmeras alterações no referido sistema, tais como desvinculações de débitos, cancelamentos irregulares de multas de trânsitos, transferências irregulares de veículos e outras transações fraudulentas. Todas as alterações foram detectadas pelo Detran-DF, que as desfez.
A análise dos vestígios cibernéticos e financeiros permitiu à DRCC a identificação do bando. Os policiais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva. O líder do grupo, que foi preso durante a ação policial, tentou fugir e jogou dispositivos digitais no vaso sanitário da residência com a finalidade de destruir provas.
Os policiais aprenderam joias, arma de fogo e vários dispositivos digitais que serão encaminhados à perícia. Foram deferidas a medidas de sequestro de bens móveis e imóveis da organização criminosa, além do bloqueio de contas bancárias identificadas em nome dos envolvidos, como medida para evitar a dissipação de valores.
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A DRCC, ao todo, já deflagrou oito operações em combate a grupos criminosos que tentavam invadir e promover alterações no Sistema do Detran-DF. O grupo desarticulado na quarta fase da ação é uma organização amplamente estruturada, com divisão de tarefas e que integra uma organização criminosa ainda maior.
Destaca-se, inclusive, as quatro fases das operações intituladas “By Pass” onde a unidade policial prendeu os principais hackers de invasões de sistema da mesma instituição. As investigações prosseguem para identificação de todos integrantes deste grupo e da organização criminosa maior.
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