
Manuela Sá*
Logo após a transmissão do debate promovido pelo Correio Braziliense e pela TV Brasília, na noite dessa terça-feira (1º/09), os seis candidatos ao Governo do Distrito Federal foram entrevistados pelos jornalistas Lucas Móbille e Ana Maria Campos, em uma edição especial do CB.Poder. Cada um teve cinco minutos para repercutir a participação no evento.
A candidata à reeleição Celina Leão (PP) exaltou o que fez nos últimos quatro meses e disse que "a população não é boba", ao comentar os ataques que recebeu dos demais candidatos.
Leandro Grass (PT) rebateu Celina sobre a lei sancionada pelo presidente Lula, afirmando que não haverá redução do Fundo Constitucional do DF.
O candidato José Roberto Arruda (PSD) afirmou que, se eleito, fará uma posse coletiva e respondeu sobre as acusações de que está inelegível. A quarta candidata a dar entrevista foi Paula Belmonte (PSDB), que afirmou que o debate foi uma chance de se apresentar ao eleitor e apresentar suas propostas.
Em seguida, falou Ricardo Cappelli (PSB). Ele respondeu às provocações trocadas no palco, comentou as frentes de aliança para um eventual segundo turno e reafirmou seu perfil de renovação na política local.
Por último, foi entrevistado o candidato ao GDF pelo Novo, Kiko Caputo. Ele parabenizou a iniciativa do jornal em parceria com a TV, disse que participa de uma luta desigual, mas que não faz parte da "velha política". Confira os principais trechos.
CELINA LEÃO
Como a senhora enxerga a estratégia de seus adversários de atacar sua gestão?
Não está dando certo. Fizeram isso várias outras vezes. Usam as redes sociais deles o tempo todo para o ataque. Não trazem propostas e não fazem nada para melhorar os problemas do Distrito Federal. A população quer quem trabalhe de verdade. É o que eu tenho feito nesses cinco meses. Não chego no meu programa eleitoral falando de promessas. Subo falando o que estou fazendo. Isso incomoda. Tenho uma gestão exitosa. Peguei graves problemas e os enfrentei. Estou entregando ações que eles nunca fizeram.
A senhora chamou Ricardo Capelli (PSB) de bobo da corte. Decidiu partir para a ofensiva?
Aqui, Capelli dissimula. Nas redes sociais, ele me ataca de forma muito grave. É mentira o que ele falou. Ganhei na Justiça contra ele sobre violência de gênero, aquela em que você coloca a mulher em situação, às vezes, de submissão. É muito engraçado ele chegar aqui e se fazer de bom moço. Faz três anos que ele me ataca. Ele passou três anos na Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Os dez piores anos da indústria foram agora. Se você olhar o Instagram dele, ele não trabalhou. Ele fez campanha com o dinheiro público do Governo Federal.
Percebeu que alguns candidatos se uniram durante o debate?
A população não é boba. Ela sabe o que está dando certo. Sabe que, no governo de José Roberto Arruda (PSD), os ônibus eram sucateados. Não tinha um com ar-condicionado. Ele nunca resolveu as filas da saúde, o PT também não, nem o ex-governador Rodrigo Rollemberg. Ninguém resolveu o problema das pessoas em situação de rua. Ninguém ocupa o Centrad, o que vamos fazer dia 4 de setembro. O ataque feito a nós é pessoal. É como se eu fosse governadora há 8 anos. Há 4 anos, eu estava na Câmara dos Deputados. Tenho história nessa cidade.
Arruda disse que o vice da senhora, Gustavo Rocha (Republicanos), está trabalhando para viabilizar a inelegibilidade dele. Isso realmente ocorre?
A inelegibilidade de Arruda tem precedentes jurídicos muito fortes. Ele está inelegível há 16 anos. Não é culpa do Gustavo Rocha nem minha. São mais de sete processos. Ele foi condenado em todos em primeira e segunda instância. Ele acusa o Judiciário, o Ministério Público. É um irresponsável. Sou ficha limpa, tenho quatro mandatos e eles me atacam. Se ele ficar inelegível, a culpa é dele que cometeu os setes crimes que não são conexos.
O que a senhora tem a dizer em relação às empresas de ônibus e à tarifa zero?
Sou a única governadora que proibiu o subsídio, o reequilíbrio econômico. No dia em que eu virei governadora, determinei que a nossa secretária de Transporte e Mobilidade do DF fizesse isso. O subsídio foi criado no governo de Agnelo Queiroz. Se tem uma pauta que eu conheço, é essa. Eu fiscalizei o transporte público. Por isso, minha primeira ação foi congelar qualquer tipo de subsídio e pedir uma auditoria. Sobre o que falam da compra de um embrião de gado, fiz uma compra pública em consórcio. Não há sociedade com ninguém. Comprei um pedaço para pagar em 30 vezes um valor de R$ 200 mil. Está declarado no meu Imposto de Renda. Não tem crime nenhum.
LEANDRO GRASS
Qual é a sua avaliação sobre o debate? A estratégia é criticar a forma como o atual governo tem administrado o DF?
Se a Celina e o Ibaneis tivessem governado direito, ninguém seria candidato aqui. A gente não está aqui para fazer igual a eles. A saúde está horrível, com o maior tempo de espera para fazer cirurgia; o último lugar do Ideb; aumentou a violência, latrocínio, feminicídio, roubo e furto; aumentou a pobreza e a desigualdade. É um governo catastrófico, o pior do Distrito Federal.
Sobre a lei sancionada pelo presidente Lula que trata sobre combustíveis. Um artigo acaba interferindo na atualização do Fundo Constitucional do DF, e isso gerou cobranças para o senhor. Como enxerga isso?
Antigamente falávamos que contra fatos não há argumentos. Hoje em dia, falamos que, contra as narrativas, não há fatos. A Celina criou uma narrativa falsa. Esse projeto de lei não cita em nenhuma linha o Fundo Constitucional. Ele fala de uma fórmula de correção desse percentual de combustível sobre todos os fundos do Brasil, fala de forma geral e inclui o Fundo Constitucional. Há diversos caminhos para corrigir isso, entre eles a lei de crise orçamentária e a lei orçamentária anual. O presidente Lula não atacou o Fundo Constitucional, o governo não destruiu o Fundo Constitucional e não o reduziu.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, fez algumas manifestações, falando que o Fundo Constitucional precisa ser atualizado. Como enxerga isso?
Todas às vezes que se questiona o fundo, não se pensa só no montante, mas também em como ele é utilizado. É inacreditável que a Celina e o Ibaneis sejam quase o dobro do fundo que o Bolsonaro transferia para Brasília, saindo de R$ 16 bilhões para R$ 28 bilhões e entregando essa tragédia. Claro que, quando um governo recebe um montante deste tamanho e entrega essa porcaria de gestão de saúde, educação e segurança, passa a ser questionado. Ganhando a eleição, iremos sentar com o presidente Lula para conversar e mostrar como é o nosso planejamento e que esse dinheiro vai ser muito bem aplicado. Quanto maior for, mais qualidade de vida e menos miséria e desigualdade Brasília terá.
O senhor também comentou que muitos candidatos apresentaram propostas mirabolantes e sem dizer de onde vão tirar recursos para colocá-las em prática. Você está mostrando isso no seu plano de governo?
Passamos muitos meses montando um programa de governo, ouvindo a população na rua, especialistas, técnicos, servidores e usuários dos serviços públicos. Nós especificamos cada medida, de forma orçamentária, de onde virá e como vai ser feito. É um programa de governo popular.Tem candidato aqui que fez programa de governo com inteligência artificial. Fizemos um programa de verdade para colocar em prática a partir da transição.
Qual é a solução para o BRB?
A solução passa por transparência e credibilidade. Sem a publicação de balanço e auditoria, não tem salvação. Por isso que com a Celina não tem salvação. Com ela, o BRB ou vai ser privatizado, ou vai ser liquidado. Ela está enrolando o BRB, enrolando os empregados e a população. Nos últimos dias, o BRB teve parte da dívida negociada com o BTG Pactual. É uma pergunta até para fazer para ela: se o Banco de Brasília está sendo com o BTG.
JOSÉ ROBERTO ARRUDA
Qual foi a estratégia adotada no debate?
Sem estratégia. Eu danço de acordo com a música. Estou numa fase da vida muito leve, sabe? Muita responsabilidade. Acho que Brasília vive um péssimo momento, isso tá claro. E precisa ser resgatada. Quando o avião está caindo, o piloto tem que ser experiente, senão acaba de cair. Precisa ter experiência para botar esse avião outra vez na altura correta e poder pousar em paz. Nós somos hoje o último lugar do Ideb, a saúde pública destruída, o banco assaltado à luz do dia. É de dar vergonha o que está acontecendo. A gente tem que recuperar Brasília.
Só Celina focou críticas ao seu governo passado. Isso se deve à superioridade da sua gestão ou ao fato de eles acreditarem que o senhor não participará da campanha?
Meu governo tinha 88% de aprovação. Em três anos a gente fez 200 escolas de educação integral, Metrô de Ceilândia, hospital, EPTG, fizemos muito! As pessoas guardam isso. Às vezes eu encontro na rua uma pessoa mais jovem que diz: "você quer tirar uma fotografia com meu filho?” ou “a minha avó te adora!" As pessoas lembram! Agora, por que a Celina faz isso? Porque ela olha pelo retrovisor. Ela esqueceu que o para-brisa é muito maior do que o retrovisor. Quem dirige olhando pelo retrovisor bate no poste. No caso de Brasília, num poste com a luz apagada, porque depois que venderam a CEB, a cidade vive num apagão.
Considerando que a pesquisa indica um segundo turno entre o senhor e a governadora, a centralização dos ataques dela seria uma reação à sua posição nas intenções de voto?
Não, eu acho que ela tem medo de voto. Ela e o Gustavo estão agindo politicamente para me tirar no tapetão. Eu fiz uma denúncia grave aqui. O Gustavo Rocha está dizendo às pessoas, sem papas na língua, que é isso. O Herman Barbosa, coordenador da campanha dela, aqui com vocês, na presença de vocês, disse a mesma coisa. Eu só estou tirando eles do subsolo e colocando luz neles. Até onde vai isso? Eu confio na Justiça e confio plenamente no meu direito de ser candidato. Se, por acaso, as previsões do Gustavo Rocha — que recebeu R$ 6 milhões do (Daniel) Vorcaro — se confirmarem, no mesmo dia eu vou ao TSE. Eu vou lutar até o fim, eu tenho couro grosso. Brasília tá no fundo do poço, eu vou lutar por Brasília.
Há atos concretos, políticos ou jurídicos, comprovando essa atuação de Celina e Rocha além das declarações públicas?
Ele é um advogado muito influente no meio jurídico. Eu não sei onde ele está mexendo a mão. O que eu sei é que, por exemplo, o processo da Draco está parado, engavetado. Os meus saem correndo da gaveta na véspera da eleição. Uai, qualquer cego vê isso. Agora, se é influência dele ou não, eu não sei. O que eu sei é que ele, com provas, está dizendo às pessoas que o voto do relator é contra mim e que eu serei impugnado. O Herman disse isso aqui na presença de vocês, que é o coordenador da campanha da Celina. Então, não dá pra eles ficarem agindo no subterrâneo e eu fingir de conta que não existe o problema. Eu trouxe à luz do dia, com muito respeito ao Poder Judiciário. Eu não acredito que o Poder Judiciário vá se deixar influenciar pelos poderosos de plantão.
Ele só disse que entende e tentou explicar por que a sua candidatura seria inviabilizada…
Coincidência, né? A mesma tese do Ministério Público.
Caso o senhor seja eleito, qual vai ser a sua prioridade?
São tantas! Mas no dia da minha posse, será uma posse coletiva. Tomarão posse comigo os 3.300 professores concursados e todos os médicos e enfermeiros concursados. Essa é uma emergência de Brasília. Nós precisamos botar professores concursados na sala de aula como primeiro passo, para depois ter educação integral e voltar a ter uma educação de qualidade. E a gente depois tem que botar médico e servidor na saúde correndo, porque senão as pessoas continuam morrendo. Agora, na semana passada, duas semanas, foram criados 30 cargos de comissão com salário altíssimo numa gerência onde ninguém trabalha, as pessoas não vão trabalhar. A denúncia é dos servidores do Metrô. Trinta cabos eleitorais, com 60 carros do Metrô lá na manutenção sem peça. O Metrô sucateado, dando defeito todo dia. Hoje, nós não temos um governo em Brasília, nós temos uma máquina pública a serviço de uma campanha política. É o poder pelo poder, sem propósito. Se essas pessoas tivessem um mínimo de vergonha na cara, não eram nem candidatos. Brasília nesse buraco, 8 anos de pessoas morrendo.
PAULA BELMONTE
Qual a importância dos debates para a população?
É uma oportunidade do debate para apresentarmos o plano de governo, nos apresentarmos para os eleitores. Trazer um debate para esse lugar com referência traz seriedade e compromisso de conhecermos mais a população.
Um de seus grandes desafios é fazer com que as pessoas conheçam seu trabalho. Embora esteja no seu segundo mandato parlamentar, as pessoas não estão tão sintonizadas com a política.É um desafio para essa campanha?
As pessoas estão aversas à política, principalmente no DF, porque estamos sempre nas páginas policiais. Não vim de família política e não tenho contaminação da velha política. Entrei porque quero defender o Brasil, de políticas públicas. Sou mãe de seis filhos, tenho 53 anos e entrei para a política porque, infelizmente, perdi um filho com 2 anos e me trouxe para defender nossas crianças. Ao chegar no Congresso Nacional, percebi que só conseguimos defender se o pai e a mãe estiverem empregados.Precisamos desenvolver empregabilidade e dignidade para as pessoas. Em Brasília, temos mais de 400 mil desempregados. São famílias que as pessoas não têm emprego formal e, muitas vezes, sem qualificação. Vamos defender que as pessoas consigam emprego, que possam ter qualificação, que possam ser atendidas nos hospitais e em uma educação de qualidade.
Sente que no seu embate com a governadora, tem um duelo diferente, com tom irônico. Esse é um discurso que vai prevalecer?
Como mulher, tenho que defender todas as mulheres para que possamos estar em lugares de liderança. Hoje, temos uma evasão escolar das crianças no ensino médio muito grande, principalmente de meninas. Quero me apresentar respeitando o espaço de cada mulher. É importante chegarmos em lugares de liderança, que possamos fazer política pública, mas é lamentável termos essa oportunidade e não falar a verdade para a população. Fico triste em ver uma mulher tendo essa oportunidade e não cuidando real da população. Hoje, a governadora fala que está só há quatro meses no governo. Isso não é verdade. Estamos mostrando que a Celina está há oito anos nesse governo e eu pergunto: onde estava a bota, que ela estava encostada. Tem pessoas morrendo no hospital e ficam colocando mascote na rua? É importante não fazer a população de boba. Não precisamos de mascote. Precisamos de boa gestão, de combate a corrupção, de cuidado das pessoas.
RICARDO CAPPELLI
Hoje o senhor foi ofendido e chamado de "bobo da corte" em relação ao 8 de janeiro. O que o senhor tem para falar sobre isso?
Olha, a governadora resolveu me atacar, porque eu a convidei para andar de ônibus. Eu a convidei para andar de ônibus para ela compreender a dor, o sofrimento de quem está levando 2h, 2h30, todo dia para sair de casa e chegar no trabalho, e depois 2h30 para sair do trabalho e chegar em casa. Eu estou fazendo isso há 18 meses. Dormindo na casa das pessoas, uma semana por mês em cada cidade, andando de transporte público. Eu a convidei para fazer isso comigo e ela se irritou e resolveu me agredir. É lamentável a postura da governadora.
Ela citou também que ganhou uma ação contra o senhor por uma questão de gênero. Teve isso? O senhor foi condenado?
Veja, eu ganhei todas as ações na Justiça. Isso não existiu. Ela mentiu. Inclusive, eu ganhei direito de resposta em função das agressões dela. Ao invés de agredir, o que a governadora tem que responder é: cadê o dinheiro da saúde? É o maior orçamento do Brasil, mais de R$ 1 bilhão por mês. Eu cheguei na UPA do Paranoá e não tinha fio de sutura. Faltam mais de 5 mil médicos, mas eu vou resolver isso com o programa Fila Zero na saúde. Nós vamos contratar os médicos que estão faltando, os enfermeiros, os técnicos de enfermagem. Não falta dinheiro. Se parar de roubar, se parar de desviar dinheiro, vai sobrar dinheiro na saúde. Tem 30 mil pessoas aguardando para fazer uma cirurgia.
Os cinco candidatos concentraram mais as críticas em relação ao governo atual. Essa afinidade nas críticas pode levar a uma união de todos vocês em um eventual segundo turno?
Eu acredito nisso. Olha a situação do Distrito Federal. Educação: resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Nós somos o último lugar do Brasil em qualidade de educação, 27º lugar. Saúde: a pior saúde do Brasil, 1 milhão de consultas e exames na fila. Quem tá falando não é o Cappelli, é o painel de transparência do Ministério Público. 30 mil pessoas na fila da cirurgia, morrendo gente todo dia. Precisa mudar. Eles quebraram o BRB. Envolveram o BRB na maior roubalheira da história do sistema financeiro nacional. E eles querem continuar? Então acho natural que todos, num eventual segundo turno, se unam para tirar do poder o governo Celina/Ibaneis.
O senhor fala em "panelinha". Que panelinha é essa?
Falo isso para deixar claro que eu nunca fui candidato a nada no DF. Não faço parte dessa panelinha política que tá aí há muitos anos quebrando o DF. Eu falo que não faço parte dessa panelinha para dizer à população que é possível renovar a política. Precisamos renovar a política. Tenho 26 anos de experiência na administração pública. Fui secretário municipal, nacional, fui ministro interino do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (GSI), fui ministro em exercício do Ministério da Justiça. Tenho muita experiência na administração, mas nunca fui candidato a nada no DF. Quando decidi ser candidato, disse: quero conhecer profundamente o DF. Tô há 18 fora de casa, morando nas cidades. Conheço cada cidade do Distrito Federal hoje como a palma da minha mão. Então veja, é possível renovar. Senti a dor das pessoas. Esses políticos tradicionais nunca visitaram uma UPA, nunca foram num hospital, nunca foram no Cras. É possível renovar e fazer um governo diferente. É por isso que eu digo que eu não faço parte dessa panelinha.
Mas essa panelinha é de direita? Porque a esquerda também já governou e tem aliança com o senhor
Nunca participei de governo nenhum no DF. Por isso, defendo a possibilidade de renovação. Estou andando pelas ruas. A população não quer a continuidade do que está aí e não quer voltar para o passado. A população quer renovar, andar para a frente. Acho que esse debate promovido pelo Correio é muito importante. Porque quem é novo é mais desconhecido. Sou muito mais desconhecido, porque nunca fui candidato. Esse debate é uma oportunidade para as pessoas me conhecerem.
KIKO CAPUTO
Eu queria que você fizesse uma avaliação de como você viu o debate, seu desempenho, e também dos assuntos mais polêmicos que foram tratados.
Primeiro, parabenizar de novo o Diários Associados, TV Brasília, Correio, Rádio Clube, porque essa é uma forma de demonstrar apreço pelo público, porque você permite que ele faça uma escolha livre e consciente a partir do momento que você apresenta a ele os candidatos que estão em disputa. E essa é uma disputa muito desigual, eu sou de um partido pequeno, não tenho tempo de TV, Fundo Partidário, então fica uma luta muito desigual. Essa é uma oportunidade extraordinária para nós mas, principalmente, para o público, então a gente agradece muito e parabeniza isso aqui que já virou uma tradição e a gente espera que continue nas próximas eleições também.
O debate achei excelente, gostei do formato, essa possibilidade de um “confronto” em pé, mais próximo dos candidatos, é interessante. Agora, o que a gente viu ali é uma velha política que estava brigando, tentando se justificar porque nos últimos 20 anos o Distrito Federal não deu certo. Eu só estou na política — essa é minha primeira eleição — exatamente porque a velha política não resolveu os problemas do Distrito Federal.
Mas ali tinham três candidatos que estão com esse mesmo discurso: o senhor, a Paula Belmonte e o Cappelli, que são candidatos que pregam também uma renovação. Você acha que não vai confundir o eleitor?
Eu acho que não, porque se o eleitor pesquisar vai ver que o PSDB já governou Brasília com a Maria Abadia; o PSB governou agora, recente, com o deputado Rodrigo Rollemberg; a única novidade, mudança real, único candidato de direita que a gente tem nesse pleito sou eu, com um partido que nunca governou o DF e que tem no DNA a gestão. Olha o que a gente fez em Minas, com o presidente Zema, e a gente pode fazer isso aqui no DF, e devolver de novo serviços públicos de excelência. Eu sou fruto desses serviços públicos. Estudei em escola pública, me tratava na saúde pública, brincava e praticava esportes nos equipamentos públicos. Hoje a gente saiu da capital da esperança para a do abandono.
Todos os debates, toda vez que vemos os candidatos juntos em algum confronto, o tema BRB, Fundo Constitucional e a saúde predominam.
Porque são casos tristes, que a gente tem vivido. É por isso que eu estou aqui. O caso do BRB acho que é uma demonstração de que a gente precisa dar um choque de honestidade aqui no DF. Ninguém aguenta mais. A gente preparou o plano de governo mais extraordinário desde a construção do DF. Um plano robusto que não está preocupado com as próximas eleições, a gente não cuida só dos próximos 4 anos, a gente aponta um norte para o DF para os próximos 30 anos. Aquilo ali, se executado, vai nos colocar de novo na vanguarda. O DF vai voltar para aquele patamar do qual nunca deveria ter saído. E, hoje, é triste, eu que estudei em escola pública, ver o Ensino Médio como o pior do Brasil. A nossa saúde indigna. E o que fizeram com o BRB é criminoso. Me admira só ter uma pessoa presa até agora e foi o partido da governadora que fez o que fez. Não só no BRB como também no IGES. Aquilo foi entregue ao partido dela e olha o que virou.
O candidato à Presidência do seu partido, Romeu Zema, e seu candidato ao Senado são muito críticos em relação à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Hoje a gente teve um dia quente, parecia que ia desmoronar o STF. Queria uma avaliação sua, se acha que esse tema vai pegar fogo agora também na campanha presidencial?
Tem que pegar fogo e o que foi revelado hoje mostra que os dois estavam certos. O Dr. Sebastião — que é o melhor candidato ao Senado nestas eleições — tem denunciado isso há anos. Aliás, ele é o único que tinha coragem de enfrentar o Alexandre de Moraes e apontar o dedo para os erros que ele estava cometendo. Agora, eu acho que nem o Dr. Sebastião imaginava que, além dos erros judiciais e jurídicos, tinha por trás uma grande trama contra o povo brasileiro. O que nós vimos hoje revelado nesses diálogos espúrios é vergonhoso. Isso acontecer em um tribunal de quinta categoria já seria de nos envergonhar. Agora acontecer na Suprema Corte do nosso país, é muito triste. Hoje foi um dia triste para mim, que vivi o auge do Supremo, com ministros que honravam aquela casa. Então, para mim, é muito ruim.
Eu queria que você fizesse uma avaliação de como você viu o debate, seu desempenho, e também dos assuntos mais polêmicos que foram tratados.
Primeiro, parabenizar de novo o Diários Associados, TV Brasília, Correio, Rádio Clube, porque essa é uma forma de demonstrar apreço pelo público, porque você permite que ele faça uma escolha livre e consciente a partir do momento que você apresenta a ele os candidatos que estão em disputa. E essa é uma disputa muito desigual, eu sou de um partido pequeno, não tenho tempo de TV, Fundo Partidário, então fica uma luta muito desigual. Essa é uma oportunidade extraordinária para nós mas, principalmente, para o público, então a gente agradece muito e parabeniza isso aqui que já virou uma tradição e a gente espera que continue nas próximas eleições também.
O debate achei excelente, gostei do formato, essa possibilidade de um “confronto” em pé, mais próximo dos candidatos, é interessante. Agora, o que a gente viu ali é uma velha política que estava brigando, tentando se justificar porque nos últimos 20 anos o Distrito Federal não deu certo. Eu só estou na política — essa é minha primeira eleição — exatamente porque a velha política não resolveu os problemas do Distrito Federal.
Mas ali tinham três candidatos que estão com esse mesmo discurso: o senhor, a Paula Belmonte e o Cappelli, que são candidatos que pregam também uma renovação. Você acha que não vai confundir o eleitor?
Eu acho que não, porque se o eleitor pesquisar vai ver que o PSDB já governou Brasília com a Maria Abadia; o PSB governou agora, recente, com o deputado Rodrigo Rollemberg; a única novidade, mudança real, único candidato de direita que a gente tem nesse pleito sou eu, com um partido que nunca governou o DF e que tem no DNA a gestão. Olha o que a gente fez em Minas, com o presidente Zema, e a gente pode fazer isso aqui no DF, e devolver de novo serviços públicos de excelência. Eu sou fruto desses serviços públicos. Estudei em escola pública, me tratava na saúde pública, brincava e praticava esportes nos equipamentos públicos. Hoje a gente saiu da capital da esperança para a do abandono.
Todos os debates, toda vez que vemos os candidatos juntos em algum confronto, o tema BRB, Fundo Constitucional e a saúde predominam.
Porque são casos tristes, que a gente tem vivido. É por isso que eu estou aqui. O caso do BRB acho que é uma demonstração de que a gente precisa dar um choque de honestidade aqui no DF. Ninguém aguenta mais. A gente preparou o plano de governo mais extraordinário desde a construção do DF. Um plano robusto que não está preocupado com as próximas eleições, a gente não cuida só dos próximos 4 anos, a gente aponta um norte para o DF para os próximos 30 anos. Aquilo ali, se executado, vai nos colocar de novo na vanguarda. O DF vai voltar para aquele patamar do qual nunca deveria ter saído. E, hoje, é triste, eu que estudei em escola pública, ver o Ensino Médio como o pior do Brasil. A nossa saúde indigna. E o que fizeram com o BRB é criminoso. Me admira só ter uma pessoa presa até agora e foi o partido da governadora que fez o que fez. Não só no BRB como também no IGES. Aquilo foi entregue ao partido dela e olha o que virou.
O candidato à Presidência do seu partido, Romeu Zema, e seu candidato ao Senado são muito críticos em relação à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Hoje a gente teve um dia quente, parecia que ia desmoronar o STF. Queria uma avaliação sua, se acha que esse tema vai pegar fogo agora também na campanha presidencial?
Tem que pegar fogo e o que foi revelado hoje mostra que os dois estavam certos. O Dr. Sebastião — que é o melhor candidato ao Senado nestas eleições — tem denunciado isso há anos. Aliás, ele é o único que tinha coragem de enfrentar o Alexandre de Moraes e apontar o dedo para os erros que ele estava cometendo. Agora, eu acho que nem o Dr. Sebastião imaginava que, além dos erros judiciais e jurídicos, tinha por trás uma grande trama contra o povo brasileiro. O que nós vimos hoje revelado nesses diálogos espúrios é vergonhoso. Isso acontecer em um tribunal de quinta categoria já seria de nos envergonhar. Agora acontecer na Suprema Corte do nosso país, é muito triste. Hoje foi um dia triste para mim, que vivi o auge do Supremo, com ministros que honravam aquela casa. Então, para mim, é muito ruim.
*Estagiária sob a supervisão de Tharsila Prates
Saiba Mais
Carlos Silva
RepórterFormado em Jornalismo na Universidade de Brasília (UnB). É repórter na editoria de Cidades do Correio Braziliense. Tem interesse em jornalismo de dados e temas ligados à segurança pública.
Darcianne Diogo
RepórterFormada em jornalismo pelo Centro Universitário Iesb, é especializada na cobertura de segurança pública e pós-graduada em jornalismo investigativo. Vencedora do Prêmio Sebrae 2025 nas categorias local e regional. Integra a equipe do Correio desde 2018
Iago Mac Cord
Jornalista Política e BrasilFormado pela Universidade Ceub, estagiou por um ano no Correio e agora é um dos responsáveis por acompanhar o Judiciário e a segurança pública nacional. Com interesse em Jornalismo Humanitário, tem a ambição de cobrir crises sociais e ambientais.

Cidades DF
Cidades DF
Cidades DF