Feminicídio

Vigilante que matou mulher na frente da filha do casal é preso e confessa crime

Anderson Gonçalves, de 36 anos, que matou a companheira, Flávia Gomes, na frente da filha do casal, de 4 anos, foi capturado nesta manhã. Ele responderá por feminicídio qualificado

Anderson Gonçalves -  (crédito: Divulgação)
Anderson Gonçalves - (crédito: Divulgação)
Anderson Gonçalves, assassino de Flávia Gomes, de 36 anos, foi preso na manhã desta terça-feira (8/9). Segundo a irmã da vítima, Ana Gomes, ele foi capturado pela polícia e confessou o crime. O vigilante terceirizado era procurado desde a noite de segunda-feira (7/9), quando ele matou Flávia por volta das 19h, na Quadra 2 do Itapoã. O feminicídio ocorreu diante da filha do casal, de 4 anos.
Anderson era lotado na Ermida Dom Bosco e, segundo familiares da vítima, demonstrava uma personalidade violenta e agressiva no ambiente profissional. Flávia e o suspeito mantinham um relacionamento havia mais de nove anos, marcado, de acordo com os familiares, por agressões físicas, psicológicas e perseguições. Conforme as investigações preliminares, os dois discutiram antes do crime. Flávia saiu de casa com a filha para ir ao mercado e, na volta, teria sido atacada pelo homem no meio da rua, segundo testemunhas.
Flávia deixou três filhos. Os dois mais velhos, de 16 e 21 anos, são frutos de um relacionamento anterior. A caçula, de 4 anos, é filha de Anderson. A vítima também cuidava de um irmão com deficiência física. Após a prisão do suspeito, Ana Gomes afirmou estar revoltada com o crime. “É uma alma sebosa, acha que vai sair impune. Ele matou a minha irmã na frente da menininha dela”, declarou.
"Ele foi preso antes de se entregar, porque a equipe já estava no encalço e o prendeu nas proximidades da delegacia. Ao saber que a polícia estava o procurando, se entregou", contou o delegado Machado Júnior, da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá). Após prestar depoimento junto ao seu advogado, o assassino foi encaminhado à Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP). Ele responderá por feminicídio qualificado. 

Onde pedir ajuda:

» Ligue 190: Polícia Militar (PMDF);

» Ligue 197: Polícia Civil (PCDF);

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» Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres). Por esse canal, também podem ser feitas denúncias de forma anônima, 24 horas por dia, todos os dias.

Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam):

Deam 1: EQS 204/205, Asa Sul (atende todo o DF, exceto Ceilândia)

Deam 2: St. M QNM 2, Ceilândia (atende Ceilândia)

» Ouvidoria das Mulheres (Conselho Nacional do Ministério Público): para encaminhamento de denúncias diretamente ao Ministério Público.

WhatsApp: (61) 9366-9229

Telefones: (61) 3315-9467 / 3315-9468

» Ouvidoria Nacional da Mulher (Conselho Nacional de Justiça): para questões e denúncias sobre o andamento de processos judiciais.

Telefone: (61) 2326-4615

 

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postado em 08/09/2026 09:53 / atualizado em 08/09/2026 11:05
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