Crime

Extorsão e ameaça: agiotas se vangloriam com montanha de dinheiro; vídeo

Associação criminosa recebeu mais de R$ 10 milhões em 5 meses, angariados por meio de empréstimos com juros abusivos e extorção de vítimas

Associação criminosa movimentou mais de R$10 milhões em 5 meses, no ano de 2025 -  (crédito: PCDF/Divulgação)
Associação criminosa movimentou mais de R$10 milhões em 5 meses, no ano de 2025 - (crédito: PCDF/Divulgação)

Cobrando juros abusivos e ameaçando clientes do Distrito Federal, um grupo de 11 agiotas foi preso por extorsão e por pressionar as vítimas a quitar as dívidas por meio de ameaças de morte e perseguições. Em um vídeo feito por uma das integrantes do grupo, um homem conta centenas de notas de R$ 50 a R$ 100 jogadas em um sofá, coletadas de vítimas que eram obrigadas a realizar pagamentos compulsórios diariamente.

Ao todo, a Polícia Civil, por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), conseguiu cumprir 11 dos 12 mandados de prisão emitidos contra os suspeitos, nesta quinta-feira (10/9), com exceção de Maria Luiza da Silva Araújo Lopes, investigada que segue foragida. Na gravação compartilhada entre os membros da associação criminosa, o homem que conta o dinheiro pede ajuda com as notas e agradece a Deus. "Antigamente, eu corria atrás do dinheiro. Agora, o dinheiro corre atrás de mim. Graças a Deus". Confira o vídeo na íntegra:

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As dívidas tinham juros superiores a 20% ao mês. Segundo o delegado Rogério Henrique R. Oliveira, coordenador da Corpatri, em apenas cinco meses, as contas dos investigados receberam R$ 10.178.544,79 em créditos, contabilizados entre 1º de janeiro e 29 de agosto de 2025. Ao todo, os bloqueios determinados pela Justiça alcançam esse mesmo valor. "Emprestar dinheiro por si só não é crime. A legislação permite que sejam cobrados juros de até 12% ao ano", esclarece o delegado.

Todavia, juros acima dessa porcentagem e a prática de ameaças e extorsões caracterizaram a periculosidade do grupo criminoso. Ainda de acordo com o delegado, a investigação, que contou com o auxílio da Divisão de Repressão a Sequestros (DRS), identificou dois núcleos distintos e independentes de agiotas.

O primeiro, formado por colombianos, foi alvo da primeira fase da operação, deflagrada em 2025. "A ação desta quinta-feira teve como alvo o grupo formado por brasileiros, que atuava no Distrito Federal, em Goiás e no Tocantins com empréstimos a juros abusivos e cobranças diárias", descreveu.

 

Oferecendo juros abusivos e ameaçando clientes do Distrito Federal, um grupo de onze agiotas foi preso por extorsão e por pressionar as vítimas a quitar as dívidas por meio de ameaças de morte e perseguições. Em um vídeo feito por uma das integrantes do grupo, um homem conta os valores de centenas de notas de R$ 50 a R$ 100 jogadas em um sofá, coletadas de vítimas que eram obrigadas a realizar pagamentos compulsórios diariamente.

Ao todo, a Polícia Civil, por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), conseguiu cumprir 11 dos 12 mandados de prisão emitidos contra os suspeitos, nesta quinta-feira (10/9), com exceção de Maria Luiza da Silva Araujo Lopes, investigada que segue foragida. Na gravação compartilhada entre os membros da associação criminosa, o homem que conta o dinheiro pede ajuda com as notas e agradece a Deus. "Antigamente, eu corria atrás do dinheiro. Agora, o dinheiro corre atrás de mim. Graças a Deus". Confira o vídeo na íntegra:

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postado em 11/09/2026 14:00
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