
A Receita Federal, em conjunto com a Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec-DF), conduziu, entre os dias 22 de agosto e 10 de setembro, uma operação focada no combate de fraudes tributárias, empresas de fachada e sonegação fiscal. Um dos focos da investigação foi uma empresa em Planaltina que emitia notas fiscais falsas para acobertar operações irregulares no DF e em outros estados. O esquema de fraudes movimentou mais de R$ 1 bilhão.
A Operação Sociedades Fictícias foi motivada por um esquema de fraudes estruturadas cometidas por empresas noteiras (que emitem notas fiscais falsas), descoberto por meio do cruzamento de informações. A operação partiu de uma empresa noteira que vendeu para outros estabelecimentos no DF, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Outras 12 empresas foram investigadas. Os setores envolvidos são de sucatas de cobre e alumínio, além de bebidas.
Segundo a Seec-DF, a fraude das empresas noteiras chega a R$ 412 milhões. A esse valor são somadas ações fiscais sobre importações e prestação de serviço de transporte de cargas, além de apreensões de mercadorias, que podem chegar a R$ 530 milhões. O órgão calcula que o esquema é bilionário.
A operação apreendeu produtos como alimentos, bebidas alcóolicas, produtos de beleza e utensílios domésticos. A lista completa inclui 127 toneladas de farinha de trigo, 54 toneladas de feijão, 73 mil latas de cerveja e 454 produtos eletrônicos.
No total, a operação mobilizou cerca de 50 auditores fiscais para ações em estabelecimentos, apreensão de mercadorias, fiscalização de importações no Aeroporto de Brasília e monitoramento do transporte interestadual de cargas.
*Estagiária sob supervisão de Márcia Machado

Cidades DF
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