
O papiloscopista Edward Higino, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), foi demitido nesta sexta-feira (11/9). O motivo da demissão foi o envolvimento de dados de pessoas já falecidas aos quais ele tinha acesso em virtude da função, entre outros crimes. A quadrilha que aplicava golpes com documentos de pessoas mortas, da qual o papiloscopista fazia parte, foi desmantelada na Operação Tellus, em 2020. Desde então, foi instalado um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que resultou na demissão, publicada no Diário Oficial do DF (DODF) desta sexta-feira.
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De acordo com o processo, Edward Higino seria o responsável pelo fornecimento de informações extraídas do sistema da Polícia Civil, seja pela consulta de indivíduos já mortos, seja pela captura de informações de glebas/terrenos aparentemente improdutivos ou desvigiados, bem como pela colheita de dados de familiares de pessoas mortas. Além disso, ele seria o responsável por intermediar os negócios ilícitos com os demais investigados, auferindo grande parte dos lucros.
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Higino também estaria envolvido em esquema criminoso de venda de armas e munições, possivelmente ilegais, e também, teria se valido do cargo para solicitar prioridade em procedimentos, para fim de interesse privado.

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