
O candidato a vice-governador do Distrito Federal pelo PSD, Luiz Pitiman, integrante da chapa encabeçada por José Roberto Arruda (PSD), defendeu, nesta terça-feira (22/9), em sabatina no CB.Poder — parceria do Correio com a TV Brasília —, a elegibilidade plena da candidatura ao Palácio do Buriti nas eleições de 2026. Segundo ele, respaldada na Lei da Ficha Limpa, alterada pelo Congresso em 2025, a coligação protocolou, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a sustentação jurídica que contesta o indeferimento proferido pelo TRE-DF.
Aos jornalistas Sibele Negromonte e Carlos Alexandre de Souza, Pitiman alertou, ainda, que o próximo chefe do Executivo irá enfrentar uma crise orçamentária de quase R$ 30 bilhões. Para reestruturar o DF, a chapa propõe um plano de austeridade com redução de 37 para 18 secretarias de Estado, corte de cargos comissionados e combate ao que chamou de "paralisia em obras prioritárias de infraestrutura e saúde".
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O candidato reforçou que Arruda reúne condições formais de campanha, figurando na urna eletrônica e utilizando recursos partidários. Ao rebater a contestação judicial promovida pelos adversários, classificou a estratégia como uma tentativa de enganar a população.
De acordo com Pitiman, a fundamentação enviada ao TSE baseia-se nos prazos de inelegibilidade de 12 anos para condenações com fatos conexos. Como a primeira condenação de Arruda ocorreu em 2014, referente a fatos de 2005, a defesa sustenta que o prazo venceu em junho deste ano. O recurso passou pelo Ministério Público e aguarda julgamento no TSE.
No âmbito econômico, o candidato alegou que o próximo governo terá que lidar com deficits no BRB, na Fazenda e no Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev). "A recomposição fiscal exigirá meritocracia, corte de privilégios e o fim do loteamento político", acrescentou.
Para conter a crise fiscal, a proposta do PSD inclui cortar pela metade a estrutura administrativa do DF. Além disso, Pitiman defendeu um corte drástico no contingente de 27 mil cargos comissionados ativos no GDF, e a redução de 350 cargos alocados na estrutura da própria Vice-Governadoria. Para ele, é preciso cortar desperdícios, como viagens e uso indevido da frota oficial de veículos, para direcionar recursos a áreas como saúde, educação, segurança e transporte.
O candidato criticou a "ineficiência na condução de obras públicas cruciais", como o Hospital Oncológico do DF. "Viabilizei R$ 220 milhões para essa obra em 2014 e ela está parada com 2% de execução física", comentou o canditado, citando, ainda, os viadutos do Sudoeste e do Noroeste (2,5 anos) e a duplicação da BR-020. "É difícil de acreditar que Juscelino Kubitschek fez Brasília em três anos e pouco, e nós temos gestores, hoje, que não conseguem fazer um viaduto, um hospital como o oncológico", criticou.
Ex-presidente da Novacap, ex-secretário de obras e ex-deputado federal, Pitiman citou a construção do Taguaparque, em apenas nove meses, pela companhia urbanizadora, como exemplo de capacidade de execução. Ele explicou que retornou à iniciativa privada após disputar o governo em 2014 por ter um perfil eminentemente executivo. Contudo, destacou que o cenário do DF o motivou a aceitar o convite de Paulo Octávio e Arruda para compor a chapa em 2026.
"Com todos os fatos que aconteceram no Brasil e no Distrito Federal, as dificuldades que os líderes políticos enfrentam, ou até a ausência de liderança política no DF, eu cheguei à conclusão de que era hora de retornar e contribuir para uma nova mudança, para que a gente consiga deixar para os nossos filhos e netos algo melhor do que nós recebemos", justificou.
Assista à íntegra da entrevista:
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