Rodrigo Rollemberg | Candidato a deputado federal (PSB)

"Temos que resgatar o Congresso Nacional", diz Rollemberg

Ex-governador afirmou que apoiará o Distrito Federal, independentemente de quem assuma o Palácio do Buriti

Rollemberg também afirmou que Celina Leão e Ibaneis Rocha devem explicações à população -  (crédito: Reprodução/CB)
Rollemberg também afirmou que Celina Leão e Ibaneis Rocha devem explicações à população - (crédito: Reprodução/CB)

O candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados, Rodrigo Rollemberg (PSB) afirmou que, em um segundo turno sem Ricardo Cappelli o partido deve apoiar Leandro Grass (PT). A declaração foi  durante entrevista no Podcast do Correio. Em conversa com as jornalistas Mariana Niederauer e Ana Maria Campos, o ex-governador também falou sobre sua atuação no Congresso e garantiu que apoiará o Distrito Federal, independentemente de quem assuma o Palácio do Buriti. Ele também atribuiu aos governos de Ibaneis Rocha e Celina Leão (PP) a responsabilidade pela atual situação da saúde pública no DF e afirmou que os dois devem explicações à população sobre a piora do sistema nos últimos anos.

A situação da saúde é muito triste e grave, de acordo com a população. Como um deputado federal pode ajudar no Congresso a melhorar isso?

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Quando o meu governo terminou, no final de 2018, a saúde do Distrito Federal ainda não estava boa, mas vinha melhorando bastante. Com toda a dificuldade financeira que peguei, construí o novo Hospital da Criança e contratei 10.037 servidores da saúde — o que é mais do que o dobro do que o Ibaneis (Rocha) contratou nos primeiros quatro anos e no segundo período de governo. Deixei pronto e aprovado o projeto do Hospital do Câncer com algum recurso destinado. Não sei por que os governos Ibaneis e Celina Leão não iniciaram a construção desse hospital. Como deputado federal, independentemente de quem seja o governador — eu tenho o meu candidato, que todo mundo sabe que é o Ricardo Cappelli (PSB) —, estarei pronto para ajudar trazendo recursos através de emendas individuais, de bancada, de comissão ou articulação via programas do governo federal (como o PAC) para o Hospital do Câncer, novos hospitais e contratação de profissionais. Eu paguei todas as dívidas da saúde. Por que em oito anos a saúde degringolou tanto? A explicação Ibaneis e Celina devem à população.

 

O senhor disse que vai ajudar Brasília, caso seja reeleito, independentemente de quem assumir o Buriti. O senhor avalia que está cada vez mais difícil de se encontrar no Legislativo?

Nós temos que resgatar o Congresso. O que percebo ali é uma falta de respeito total entre os parlamentares. Um debate com respeito, por mais veementes que sejam na discordância das suas posições, mas com respeito pessoal. Isso é um princípio do parlamento: o respeito à pessoa humana, não a tentativa de destruição da reputação dos interlocutores que discordam das suas posições. Quero deixar claro: independentemente de quem for o próximo governador ou governadora do Distrito Federal, eu estarei pronto para ajudar a população do DF.  Se quem ganhar for candidato da oposição, serei oposição e denunciarei aquilo que considerar equivocado. Mas aquilo que for bom para o Distrito Federal — uma obra, um hospital, uma articulação importante —, vai contar comigo. Porque, para mim, acima de qualquer partido ou interesse individual, está a população do DF. É a ela que devo explicações.

 

Estamos a poucos dias do final da campanha. Pelas pesquisas, o candidato do PSB não estará no segundo turno, caso haja. Como o senhor vai orientar o seu partido num eventual segundo turno? 

Hoje o que está claramente colocado é a possibilidade de segundo turno entre Celina e Leandro Grass, ou de segundo turno entre Celina e José Roberto Arruda. Nós temos muito pouco tempo para a eleição e esse quadro é o que provavelmente vai acontecer. Estamos diante da proximidade, a qualquer momento, do julgamento da candidatura de José Roberto Arruda, que vem sendo desidratada em função da decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que, por 5 votos a 0, o tornou inelegível. Não estou entrando no mérito da decisão, mas é fato que é isso. É muito difícil o TSE reformar uma decisão tomada pelo TRE por 5 votos a 0. Então, provavelmente, teremos um segundo turno entre Celina Leão e Leandro Grass. É claro que a posição do PSB é apoiar Leandro Grass.

Confira a entrevista na íntegra:

 

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postado em 24/09/2026 05:00
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