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Programa de domingo: pôr do Sol une música e natureza no Parque da Cidade

Projeto gratuito enriquece os fins de tarde todos os domingos no Parque da Cidade Sarah Kubitschek com o som ao vivo protagonizado pelo saxofonista Luno Delucci


O projeto Pôr do Sol no Parque acontece nas margens do lago próximo ao estacionamento 11 do Parque da Cidade, maior parque urbano do Brasil, desde maio de 2024, quando a chuva dá as tréguas em Brasília
 -  (crédito: Foto: Ed Alves/C.B/D.A press)
O projeto Pôr do Sol no Parque acontece nas margens do lago próximo ao estacionamento 11 do Parque da Cidade, maior parque urbano do Brasil, desde maio de 2024, quando a chuva dá as tréguas em Brasília - (crédito: Foto: Ed Alves/C.B/D.A press)

Entre maio e outubro quem passeia pelo Parque da Cidade Sarah Kubitschek nos fins de tarde de domingo tem a possibilidade de presenciar uma união potente: pôr do Sol e música. Ao som do saxofone conduzido pelo artista Luno Delucci, que toca em cima de um barquinho dentro do lago, centenas de pessoas se reúnem na época da seca para contemplar a arte e a natureza.  

O projeto Pôr do Sol no Parque acontece nas margens do lago próximo ao estacionamento 11 do Sara Kubitscheck, maior parque urbano do Brasil. Desde maio de 2024, quando a chuva dá trégua em Brasília e abre espaço para dias ensolarados e finais do dia em que o céu colore a cidade. No dia 4 de outubro, primeiro do mês, será a última apresentação de 2026, onde brasilienses poderão se despedir (até ano que vem) do projeto.

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A iniciativa surgiu quando o administrado do parque Todi Moreno conheceu o Pôr do Sol da Praia do Jacaré, em João Pessoa, com o saxofonista Jurandy do Sax enfeitiçando turistas e moradores locais com sua interpretação do Bolero de Ravel no fim da tarde. Isso há mais de 20 anos. "Percebi o quanto aquele projeto emocionava as pessoas e atraía turistas para a cidade. Então tive a ideia de trazer essa experiência, aproveitando nossa lagoa e aquele momento majestoso em que o sol se põe", comenta. 

  •  24/09/2026. Ed Alves/CB/D.A Press. Cidades. Fim de tarde, parque da cidade. Com musico Luno Sax.
    24/09/2026. Ed Alves/CB/D.A Press. Cidades. Fim de tarde, parque da cidade. Com musico Luno Sax. Ed Alves/CB/D.A Press
  •  O projeto Pôr do Sol no Parque acontece nas margens do lago próximo ao estacionamento 11 do Parque da Cidade, maior parque urbano do Brasil, desde maio de 2024, quando a chuva dá as tréguas em Brasília
    O projeto Pôr do Sol no Parque acontece nas margens do lago próximo ao estacionamento 11 do Parque da Cidade, maior parque urbano do Brasil, desde maio de 2024, quando a chuva dá as tréguas em Brasília Foto: Ed Alves/C.B/D.A press
  •  O projeto Pôr do Sol no Parque acontece nas margens do lago próximo ao estacionamento 11 do Parque da Cidade, maior parque urbano do Brasil, desde maio de 2024, quando a chuva dá as tréguas em Brasília
    O projeto Pôr do Sol no Parque acontece nas margens do lago próximo ao estacionamento 11 do Parque da Cidade, maior parque urbano do Brasil, desde maio de 2024, quando a chuva dá as tréguas em Brasília Foto: Ed Alves/C.B/D.A press
  • O projeto atrai visitantes ao Parque da Cidade: harmoria e conexão com o meio ambiente
    O projeto atrai visitantes ao Parque da Cidade: harmoria e conexão com o meio ambiente Foto: Ed Alves/C.B/D.A press

Luno Delucci, o artista responsável pela música, afirma que "é o palco mais bonito do mundo, e é dinâmico, cada domingo vira algo diferente", celebra. Luciano Carvalho (seu nome de batismo), tem 52 anos e é musicista, produtor musical e compositor há 30 anos. Nascido em Brasília, viveu no Rio de Janeiro por 10 anos, onde tocou com Cássia Eller, Reginaldo Rossi, Agnaldo Timóteo, Alcione, entre outros grandes nomes da música brasileira.

A primeira edição foi um sucesso. "Foi bem improvisado, mas deu muito certo. Tanto que o Todi se empolgou e quis fazer de qualquer jeito. E eu quis apostar. Achei que ia dar certo e realmente tem dado", aponta Luno. De acordo com o administrador do Parque, cerca de 3.500 pessoas, em média, vão todos os domingos frequentar o espaço e ouvir a melodia do saxofone. 

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Neste ano, o projeto começou no domingo de Dia dos Pais. Cada edição tem um tema, como tributos à Legião Urbana e Michael Jackson, músicas de novelas, celebração aos anos 1980 e 1990, entre outros. A apresentação segue um ritual: às 16h um DJ começa a tocar. Às 17h20, Luno e o barqueiro Marivon Medeiros, de 57 anos, iniciam o show com o apreciado Bolero de Ravel.  Para encerrar é tocada a Ave Maria. "Tem esse momento meditativo, e o pessoal sempre sai meio zen, mais feliz", comenta Luno. 

Quem escolhe o tema de cada edição é ele e sua esposa, a professora e co-produtora do espetáculo Lisa Alvarenga, 45. É ela quem apresenta e guia o show. "Ela foi cantora de gospel na igreja e tem uma voz muito boa", ressalta o artista. 

Apreciação

Presente a vários pores do Sol no Parque, a estudante de educação física Marta Ziller, de 26 anos, conta que aproveita as programações diurnas da cidade. Para ela, a diversão vem de frequentar um espaço aberto para todas as idades e que valoriza artistas do Distrito Federal. "Isso é muito importante para o DF, que é um polo de arte muito potente. Ter eventos é essencial para que a troca entre artistas e públicos aconteça, e essa nutrição é muito importante para que a cultura permaneça viva. Quero ir muitas outras vezes", pontua.

Todi Moreno ressalta a simplicidade do projeto. "É sem fins lucrativos, em área aberta. Nasceu da boa vontade de todos: amigos, artistas e frequentadores do Parque." Ele assume, ainda, planos de oferecer nova estrutura em 2027. Para o administrador, há prazer em organizar um momento de pausa e apreciação. "É uma grande honra saber que esse projeto proporciona paz, bem-estar e conexão com a natureza para tanta gente". 

Para Todi e Luno, o sentimento se encontra na gratidão e no entusiasmo do público. Ambos celebram a criação do projeto e a grande adesão de famílias, amigos e cidadãos do DF. "O Pôr do Sol no Parque está fazendo história, e, mais do que isso, criando memórias afetivas nos brasilienses", conta Moreno. 

Trajetória 

Luno Delucci tocou em diversas casas de show em Brasília nos anos 1980 e 1990 até desembarcar no Rio de Janeiro no início dos anos 2000, onde viveu por 10 anos. "Eu era um músico versátil. Toquei com bastante artista. Aqui, toquei no Teatro Nacional, em todos os espaços culturais da época. Fiz parte de várias bandas, como a Vagabundo Sagrado, com o Marco Guedes, que foi quem, mais tarde, me indicou para o projeto do parque", relembra o saxofonista. 

Sobre a escolha das músicas para os shows de domingo no Pôr do Sol, Delucci conta com seu repertório de anos de experiência. "Eu tenho o repertório de memória muito grande, então consigo tirar tudo na mão. Devo ter mais de 200 horas de música guardadas". A partir da temática escolhida, ele constrói as apresentações.

No momento em que Luno sobe ao barco, o espetáculo se inicia, mas não sem desafios. O microfone que amplifica a melodia do saxofone enfrenta interferências na conexão e o barco balança. Ele conta que "é como trabalho de circo, tenho que me equilibrar, senão o barco vira e cai dentro da água eu e o barqueiro. Tenho que girar pouco, sei do limite que eu posso dançar e me mover", complementa.

"Pra mim, está sendo uma experiência única, porque, além de ser um espaço lúdico que favorece demais para as pessoas se conectarem com o meu trabalho, eu também as ajudo a ter uma boa desculpa para admirar a natureza", conclui.

O brasiliense ainda tem duas oportunidades de vivenciar o projeto do Pôr do Sol no Parque: neste domingo,  27 de setembro, e em 4 de outubro.

*Estagiária sob supervisão de Márcia Machado

 


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GC
postado em 25/09/2026 04:00 / atualizado em 25/09/2026 05:34
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