
Por José Ghesti — A quadra poliesportiva da QNN 3, em Ceilândia Norte, foi interditada e cercada pela administração regional. Segundo o administrador Renato Santana, o motivo é que a quadra vinha sendo usada por usuários de drogas. "O ato teve como objetivo coibir os usuários de droga na quadra poliesportiva, pois, por conta da sua presença, os moradores não utilizavam o espaço, tornando o local um ponto de drogas e não cumprindo o seu objetivo, que é a promoção do lazer e esporte para a comunidade local", explicou Santana ao Correio.
Os moradores não foram avisados. Alguns deles ouvidos pelo Correio, que pediram para não ser identificados, apontaram aspectos contra e a favor da medida.
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"Agora, esses usuários de drogas passaram a ficar espalhados pela QNN 3, onde há uma igreja e uma escola, o Centro de Ensino Fundamental 35 (CEF 35)", disse o pai de um estudante, que não costumava levar o filho à quadra poliesportiva, para evitar riscos. Embora seja a favor da medida, ele ponderou que o problema continua, mas em uma área muito maior.
Nessa mesma linha, uma estudante da Universidade de Brasília (UnB), que tem aula de manhã e à noite, falou que o fechamento não resolve o problema, porque os usuários de drogas ficaram dispersos e os cuidados precisam ser reforçados. "O movimento é maior na parte da noite, a administração precisa criar políticas públicas para tornar a QNN3 mais segura para a comunidade", apontou.
Retorno à comunidade
A quadra poliesportiva foi reformada recentemente e recebeu um campeonato de futsal para os jovens da região, com o intuito de levar uma nova perspectiva à comunidade, relembrou o administrador. Ele disse que o espaço deverá retornar aos moradores. A quadra passará a ser gerida pelo CEF 35, "o que tornará possível realizar atividades esportivas e de lazer no local com maior segurança".
Sobre os usuários de drogas, Renato Santana afirmou que o que ocorre na QNN 3 é um fato isolado. Segundo ele, há intervenções de acolhimento para essas pessoas em vulnerabilidade e rondas constantes da Polícia Militar na região.
*Estagiário sob supervisão de Malcia Afonso
Cidades DF
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