ELEIÇÕES 2026

"Estou na ativa", diz Wilker Leão ao ser solto após prisão na UnB

Candidato a deputado federal passou 24 horas na Polícia Federal e afirmou, nas redes sociais, que prisão foi arbitrária

"Estou na ativa", diz Wilker Leão ao ser solto após prisão na UnB - (crédito: Reprodução/Redes Sociais)

Candidato a deputado federal pelo partido Novo, Wilker Leão foi solto nesta segunda-feira (28/9), após passar cerca de 24 horas na Polícia Federal (PF). Ele havia sido preso em flagrante no domingo (27/9), após pintar, sem autorização, paredes do Instituto de Artes (IdA) da Universidade de Brasília (UnB). 

Após deixar a unidade policial, o candidato publicou um vídeo nas redes sociais. “Quem diria que revitalizar o patrimônio ou pintar de branco, fazendo com que ele volte a sua origem, me geraria uma prisão por crime de dano ao patrimônio público, sendo que o objetivo era o contrário, era o de revitalização”, afirmou.

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Wilker Leão disse que foi preso de forma “arbitrária” e afirmou estar de volta à campanha eleitoral. “Foram 24 horas aqui na Polícia Federal, mas estou de volta à ativa para fazer a minha campanha, mostrando para vocês que a gente precisa lutar essa guerra, com todas as armas disponíveis, porque o mal se instalou completamente em todo o sistema”, declarou.

Durante a fala, o candidato também afirmou que não estava no local para fazer campanha política. Segundo ele, o objetivo era cobrir pichações que considerava ofensivas. “Quem picha não é, não sofre nada, sendo que eu não fui ali promover nenhuma ideologia ou fazer campanha política. Fui apenas para pintar de branco pichações malignas”, disse.

Pronunciamento

 

Caso

Wilker Leão foi preso em flagrante após pintar, sem autorização, as paredes do Instituto de Artes da UnB. Ele foi conduzido à Polícia Federal, onde permaneceu detido sob suspeita de dano ao patrimônio da União.

No pronunciamento publicado após a soltura, o candidato afirmou que uma das pichações que cobriu fazia referência a Jesus Cristo. “Vocês vão ver no vídeo que a primeira era de Jesus Cristo sendo blasfemado, beijado por Satanás. Olha que absurdo”, afirmou.

Wilker também mencionou outras pichações que, segundo ele, faziam alusão ao esquerdismo. Ao comentar a prisão, disse estar bem e afirmou que pretende continuar a campanha eleitoral. “Então quero dizer para vocês que eu estou bem, completamente bem, melhor do que nunca. Estou de volta à ativa para continuar com a minha campanha", acrescentou.

O candidato havia sido expulso da UnB há cerca de um ano, após mobilização de outros estudantes. Ele ficou conhecido por filmar e intimidar professores durante aulas do curso de História.

Nota de repúdio

Em nota, a Universidade de Brasília repudiou os atos ocorridos no Instituto de Artes. A instituição classificou as ações como “atos de violência e depredação do patrimônio público” e afirmou que o protocolo de segurança foi acionado, com chamada das forças policiais e prisão em flagrante pela Polícia Federal.

A UnB informou ainda que está adotando “todas as providências administrativas e jurídicas cabíveis” para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos.

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postado em 29/09/2026 12:19
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