A Justiça manteve a condenação a três mulheres suspeitas de aplicar o "golpe do amor" em idosa de 62 anos, se passando por um homem militar americano que estaria vindo para o Brasil. O valor era recebido por uma das investigadas e repassado à conta das outras duas rés, o que configura o crime de lavagem de dinheiro. A pena de cada uma se fixou em 9 anos e 3 meses de regime fechado, além de 9 anos e 5 meses em regime semiaberto, pelos crimes de estelionato e lavagem de dinheiro, respectivamente.
De acordo com o processo, a vítima teria recebido mensagens, por meio do WhatsApp, de um homem que estava perto de se aposentar e queria investir R$ 1,8 milhão no Brasil. Segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), as acusadas solicitaram transferências à vítima, sob o pretexto de que precisavam pagar taxas alfandegárias, cujos valores foram enviados em sete depósitos via Pix. Na farsa, o suposto homem ainda teria afirmado estar em uma missão de paz na Síria.
A defesa ainda tentou alegar a ausência de intenção das duas acusadas que receberam a quantia, baseado no argumento de que as suspeitas não sabiam que o valor tinha origem ilícita. Entretanto, a 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) entendeu que as outras duas rés possuíam participação essencial no esquema, especialmente porque receberam 90% dos valores, afastando a possibilidade de menor importância.
Ainda de acordo com o órgão, as rés ocultaram e dissimularam a natureza do dinheiro proveniente do estelionato, recebendo valores de uma terceira pessoa com o intuito de conferir aparência lícita ao dinheiro recebido. Além da pena de reclusão, o trio ainda terá a obrigação de pagar uma indenização à idosa, no valor R$ 58.412,00.
