Por Luana Nogueira- Especial para o Correio
“Eu não tenho plano B. Eu tenho fé em Deus, confiança na Justiça, certeza no meu direito. Vou até o fim. Eles querem me tirar no tapetão, mas eu não sou frouxo, não”, afirmou.
Arruda classificou a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), que indeferiu o registro de sua candidatura, como um “absurdo jurídico” e disse acreditar que a decisão será revertida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo ele, a decisão teria ampliado o período de inelegibilidade para além do previsto na legislação. A defesa de Arruda argumenta que as restrições eleitorais decorrentes de condenações relacionadas à Operação Caixa de Pandora teriam prescrito em 2022. A tese é de que os processos possuem conexão e, por isso, devem seguir a unificação dos prazos.
“As ações são conexas e o parágrafo 8º do artigo 1º é claro. Os 8 ou 12 anos começam a contar na condenação do segundo grau, que no meu caso foi junho de 2014. Venceu em junho de 2026. Gente, isso não existe”, afirmou.
O Ministério Público Eleitoral (MPE), por outro lado, defende que as sanções são autônomas e devem ser consideradas separadamente. Nas contas do MPE, a inelegibilidade começa em 4 de dezembro de 2018 e, somando 12 anos, mantém Arruda fora das disputas eleitorais até dezembro de 2030.
Impacto nas intenções de voto
Questionado pelo Correio sobre como pretende explicar ao eleitor a situação jurídica de sua candidatura, Arruda reconheceu que a decisão do TRE pode afetar seu desempenho eleitoral, mas afirmou que espera recuperar os votos caso consiga reverter o indeferimento no TSE.
“Eu estou andando na rua, falando com clareza. Agora, não tenho dúvida que essa decisão abala muito a intenção de voto para mim. Mas no momento que eu ganhar no TSE, vem tudo outra vez”, disse.
Arruda ainda afirmou estar confiante na vitória eleitoral. “Nós vamos ganhar essa eleição”, declarou
Saúde é prioridade
Durante almoço com apoiadores no Guará, ao lado do candidato a deputado federal Izalci Lucas (PL), Arruda também apresentou a saúde como principal prioridade de um eventual novo governo. “A prioridade absoluta de Brasília hoje é a saúde”, declarou.
Entre as propostas apresentadas, Arruda citou a contratação de médicos e enfermeiros e a construção de cinco hospitais. O candidato também prometeu a criação de unidades hospitalares para Recanto das Emas, São Sebastião e Sol Nascente, além de um hospital destinado a cirurgias eletivas.
Ampliação do metrô
Na área de mobilidade, o candidato defendeu a expansão do metrô para outras regiões do Distrito Federal, com a possibilidade de estender a rede também para o entorno.
“Eu, quando era governador, fiz o metrô de Taguatinga até Ceilândia. Agora eu quero levar o metrô da Ceilândia para o Sol Nascente, até Águas Lindas. Quero levar o metrô para o Gama, Santa Maria e sair para o entorno”, afirmou.
O candidato também defendeu a construção da chamada quarta ponte e a ampliação do BRT para regiões como Jardim Botânico, São Sebastião, Itapoã, Paranoá, Sobradinho e Planaltina.
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