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Michel Platini afirma que está na linha de frente da luta LGBTQIA+ no DF

Defesa dos direitos de casais homoafetivos e da comunidade portadora de deficiência auditiva são pautas que o candidato do Psol deseja levar à CLDF, caso eleito

 02/10/20256. Crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press. Brasil.  Brasilia - DF. Podcast do Correio com o candidato a deputado distrital Michel Platini. Na bancada Ana Maria Campos e Mila Ferreira. -  (crédito:  Minervino Júnior/CB)
02/10/20256. Crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press. Brasil. Brasilia - DF. Podcast do Correio com o candidato a deputado distrital Michel Platini. Na bancada Ana Maria Campos e Mila Ferreira. - (crédito: Minervino Júnior/CB)

Durante entrevista ao Podcast do Correio, o candidato a deputado distrital Michel Platini (Psol), falou sobre a defesa dos direitos da população LGBTQIA+ e a importância de ampliar políticas públicas de combate à discriminação e à violência contra essa comunidade. Às jornalistas Ana Maria Campos e Mila Ferreira, Michel ainda falou sobre suas propostas à comunidade portadora de deficiência auditiva e sua luta pela regulamentação da profissão de Intérprete de Libras.

O interesse pela Libras surgiu durante sua atuação no grêmio estudantil. Segundo Platini, um jovem surdo foi apreendido em uma delegacia e ninguém no local sabia se comunicar em Libras. A escola se mobilizou para encontrar um intérprete, e a dificuldade para conseguir o profissional despertou seu interesse pela área. Anos depois, ele aprendeu Libras com a deputada Erika Kokay na Câmara Legislativa e organizou a primeira sessão solene em homenagem ao Dia Nacional dos Surdos.

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Michel também participou da elaboração do Estatuto do Intérprete de Libras "O que garantiu uma série de direitos, alternância a cada vinte minutos, e outras questões que são importantes para o exercício da nossa profissão. Isso elevou a língua de sinais a outro patamar", descreveu o candidato.

Entre as propostas, Platini defende a oferta de Libras nos Centros Interescolares de Línguas (CILs) de Brazlândia, Ceilândia e Guará. Para ele, o acesso à língua ainda é restrito e a população surda permanece afastada de diferentes espaços da sociedade.

O candidato também afirmou que atua há mais de 20 anos na defesa dos direitos civis e humanos da população LGBT. “A gente já nasceu sem direitos”, afirmou, ao relembrar que, em sua primeira relação com um homem, tinha menos direitos civis que casais heterossexuais. "Sempre estive na linha de frente. Posso dizer com segurança; todas as principais lutas que envolve a nossa comunidade, eu estava lá", afirmou o candidato do Psol.

Nascido em Taguatinga, Platini contou que sua trajetória política foi influenciada pela experiência familiar com a pobreza e a desigualdade. Segundo ele, sua mãe, nordestina, chegou ao Distrito Federal fugindo de violência doméstica e criou os filhos após conseguir trabalho no serviço social. Aos 13 anos, ainda na escola, ele liderou um movimento para garantir livros didáticos aos estudantes. Mais tarde, presidiu o grupo LGBT+ Brasília, antigo Grupo Estruturação, e o Centro Brasileiro de Defesa dos Direitos Humanos.

Platini também relatou sua atuação no Conselho de Direitos Humanos, onde apresentou medidas relacionadas à população trans no sistema prisional. Segundo ele, participou da criação de uma ala específica para mulheres trans no presídio feminino do DF e da elaboração de uma resolução sobre a internação de pessoas LGBT no sistema prisional. "Entrei com habeas corpus para transferir mulheres trans para o presídio feminino e apresentei requerimento para impedir que raspassem o cabelo delas na ala masculina ", destacou Michel.

Durante a entrevista, também criticou a suspensão da Parada Gay de Taguatinga e afirmou que há problemas de gestão e execução orçamentária no Distrito Federal.

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postado em 02/10/2026 22:27
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